Seguro pede vitória na primeira volta para travar extrema-direita
- 14/01/2026
Num jantar que junta três centenas de pessoas na Lourinhã, distrito de Leiria, entre as quais o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, a ex-ministra Ana Jorge ou a economista Susana Peralta, Seguro começou o seu discurso com um apelo à mobilização dos seus apoiantes para a concentração de votos na sua candidatura.
"Porque não é indiferente quem ganha as eleições no domingo. Sabemos que há dois lugares, duas vagas para a segunda volta. E nós queremos estar, merecemos estar nessa segunda volta, mas não é indiferente para a democracia quem passa em primeiro", apontou.
Para Seguro, está é uma "questão muito simples".
"Ou passa em primeiro um democrata, ou passa em primeiro alguém da extrema-direita. E nós queremos que passe um democrata na primeira volta em primeiro lugar", salientou, sem nunca referir o nome de André Ventura diretamente.
Esta vontade de ficar em primeiro lugar já no domingo, segundo o candidato apoiado pelo PS, "é por amor a Portugal".
"É necessário essa mobilização para que de facto a esperança se concretize e nós possamos estar na segunda volta passando em primeiro lugar para garantir que há um democrata, que há um progressista e que há um humanista a disputar as eleições depois no dia 08 de fevereiro", enfatizou.
No discurso, Seguro voltou ao tema da saúde e insistiu no pacto que tem defendido para este setor.
"O que é custa sentarem-se em volta de uma mesa, definirem um plano com metas, com objetivos, com calendário, com medidas concretas, com orçamentos plurianuais que, independentemente de quem governa, se sabe que há um caminho e que há uma estratégia", questionou.
O ex-líder do PS prometeu empenhamento nesta matéria "a tempo inteiro" e deixou uma confidência.
"Porque se sair da Presidência da República ao fim de cinco anos e só tiver feito isso já me sinto feliz porque devolver essa capacidade de os portugueses terem cuidados de saúde a tempo e horas é uma missão nobre para um Presidente da República", apontou.
Para Seguro, "no estado de emergência em que o país está", nenhum chefe de Estado "pode voltar as costas aos problemas dos portugueses", prometendo que consigo "não haverá palavras sem consequência".
"Eu sinto que há um estado de emergência no nosso país, que há muita gente a desacreditar, desiludida. (...) As pessoas não vivem assim, as pessoas sobrevivem", lamentou.
O candidato aproveitou este tema para atirar aos "principais adversários" para quem esta situação "é completamente irrelevante".
"Porque lhes falta sensibilidade social. Pois aqui sobra-nos sensibilidade social e sobretudo muitos valores e muitas convicções para garantir essa dignidade às atuais e às futuras gerações do nosso país", condenou.
Leia Também: Contra "egos e ataques", Ana Jorge e Susana Peralta apoiam Seguro













