Seguro ou Ventura, um deles será o próximo Presidente. Recorde os perfis

  • 19/01/2026

António José Seguro ou André Ventura. Estes são os dois candidatos que, este domingo, dia 18 de janeiro, passaram à segunda volta das eleições presidenciais - que decorrerão a 8 de fevereiro.

 

Um deles será o próximo Presidente da República, mas quão bem os conhece? Eis os perfis (elaborados pela Lusa) de cada um.

Seguro, o candidato que recusou "gavetas" (e fez da moderação a sua arma)

António José Seguro, antigo líder socialista, quebrou uma década de interregno político com a candidatura presidencial, recusando "gavetas" e fazendo da moderação o 'segredo' para estar na segunda volta das eleições.

Depois de mais de 10 anos afastado da vida política, Seguro decidiu avançar para as eleições presidenciais sem esperar pelo apoio do partido que liderou e, em 15 de junho, apresentou a sua candidatura "sem amarras", apartidária e aberta a todos os democratas.

Só quatro meses depois é que o PS avançou para o apoio formal a esta corrida presidencial, uma proposta conjunta do presidente do partido, Carlos César e do secretário-geral, José Luís Carneiro, que não só apelou à mobilização dos socialistas em torno desta candidatura, como participou ativamente na campanha.

Seguro juntou-se assim a Mário Soares, Jorge Sampaio e Manuel Alegre como os nomes que o PS apoiou formalmente ao longo da sua história em campanhas presidenciais e retribuiu a confiança do partido com uma vitória na primeira volta, com uma percentagem superior a 31%.

António José Martins Seguro nasceu em 11 de março de 1962 em Penamacor, é mestre em Ciência Política, pelo ISCTE-IUL, e licenciado em Relações Internacionais, pela Universidade Autónoma de Lisboa. É casado e tem dois filhos.

Depois de ocupar vários cargos públicos - membro do Governo, deputado ou eurodeputado, entre outros - Seguro afastou-se da vida política após a demissão de secretário-geral do PS, em setembro de 2014, na sequência da derrota das eleições primárias contra António Costa.

"Qual é a pressa?" é uma das frases que mais colada à pele lhe ficou, uma resposta aos jornalistas em janeiro de 2013 sobre quando é que a sua direção tencionava propor uma data para a realização do congresso do PS.

Remetendo-se à condição de "militante de base" depois de deixar a liderança do PS, que ocupou entre 2011 e 2014, o candidato presidencial dedicou-se às aulas na universidade e aos seus negócios e manteve-se quase em silêncio sobre as questões políticas ao longo da última década, com raríssimas exceções.

Em novembro do ano passado, numa entrevista à TVI/CNN que antecedeu o seu espaço de comentário semanal naquela estação, assumiu que estava a ponderar uma candidatura a Presidente da República, mas afastou regressar à vida partidária.

No dia em que o novo parlamento iniciou funções, Seguro desfez as dúvidas e anunciou que iria ser candidato à sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa, sem esperar pelo apoio do PS.

Moderação, consenso e compromissos são palavras que usa frequentemente para qualificar a sua forma de estar na política e na vida.

Líder da Juventude Socialista (JS) entre maio de 1990 e março de 1994, começou a aproximar-se da cúpula do poder socialista quando, no início de 1992, António Guterres bateu Jorge Sampaio na corrida ao lugar de secretário-geral do PS.

Pela mão de António Guterres, conheceu uma ascensão rápida: desempenhou as funções de chefe de gabinete do secretário-geral, foi eleito diretamente deputado nas legislativas de 1991 e a partir de 1994 fez parte da Comissão Permanente do Secretariado Nacional - o núcleo duro do "guterrismo".

Com a vitória do PS nas Legislativas de outubro de 1995, Seguro assumiu as funções de secretário de Estado da Juventude, cargo do qual sairia para se candidatar no segundo lugar da lista dos socialistas às europeias de 1999, atrás do cabeça de lista Mário Soares.

Em 2001, regressou do Parlamento Europeu para exercer o cargo de ministro-adjunto do primeiro-ministro.

Durante a governação de Sócrates, Seguro esteve sempre na segunda linha, apesar de ter sido cabeça de lista por Braga nas eleições legislativas de 2005, 2009 e 2011, tendo coordenado a reforma do Parlamento em 2007.

Esperou pela saída de Sócrates e ficou de novo grande parte do tempo em silêncio, evitando fazer críticas em público à direção em funções, embora fossem conhecidas as suas divergências.

Seguro diz que

Seguro diz que "venceu a democracia" e quer derrotar extremismos

António José Seguro, vencedor da primeira volta das presidenciais, considerou que hoje "venceu a democracia" e "voltará a ganhar em 08 de fevereiro", apelando aos democratas, progressistas e humanistas para que se juntem à sua candidatura para "derrotar extremismos".

Lusa | 23:59 - 18/01/2026

André Ventura, o antissistema que se diz "o novo líder da Direita em Portugal"

André Ventura, líder e figura central do Chega, foi este domingo o segundo candidato mais votado nas eleições presidenciais, às quais se apresentou como candidato antissistema e com a promessa de não ser o Presidente de todos os portugueses.

Após uma campanha repartida entre arruadas/comícios e redes sociais, e marcada pela polémica dos cartazes da sua candidatura com as frases "Isto não é o Bangladesh" e "Os ciganos têm de cumprir a lei" - foi obrigado pelo tribunal a retirar estes últimos -, o candidato apoiado pelo Chega alcançou mais de 23% nestas eleições presidenciais, melhorando consideravelmente o resultado de há cinco anos (11,93%).

Ao início da noite, e ainda antes de serem conhecidos os resultados finais, Ventura declarou-se "o novo líder da Direita em Portugal".

Com 43 anos acabados de cumprir, André Claro Amaral Ventura começou o seu percurso político no PSD, partido pelo qual foi eleito vereador da Câmara Municipal de Loures em 2017, após uma campanha que ficou marcada por declarações sobre a comunidade cigana, que causaram polémica.

No ano seguinte, acabou por se desfiliar do PSD, em rutura com o então líder do partido, Rui Rio, e em outubro renunciou ao mandato de vereador em Loures, cerca de um ano depois de ter sido eleito.

Meses depois, nasceu o Chega, partido inscrito no Tribunal Constitucional em abril de 2019.

André Ventura fundou esta força política e é o seu presidente desde o primeiro congresso, cargo que mantém há seis anos, após várias reeleições.

O líder do Chega anunciou em setembro que voltaria a candidatar-se a Presidente da República para esta força política "ter voz" nas Presidenciais. Este anúncio aconteceu quatro meses após ter sido candidato nas eleições legislativas e ter assumido a ambição de chegar a primeiro-ministro.

"Nunca desejei ser candidato", chegou a dizer, justificando nova entrada na corrida a Belém como uma forma de liderar a oposição.

Ventura voltou a apresentar-se como o candidato antissistema, mantendo na campanha o discurso discriminatório contra ciganos e anti-imigração, que tem vindo a repetir ao longo dos anos, embora na última semana na estrada tenha parecido mais 'moderado' perante polémicas e ataques entre outros candidatos.

Eleito pela primeira vez para a Assembleia da República, nas eleições legislativas de 2019, na altura como deputado único, Ventura deu hoje um passo em frente na sua carreia política, conseguindo acima de 1,3 milhões de votos, mais 800 mil do que há cinco anos.

Nessas eleições presidenciais, em que Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito para o segundo mandato como chefe de Estado, André Ventura conseguiu um terceiro lugar, ficando atrás da socialista Ana Gomes.

Conselheiro de Estado desde junho de 2024, o presidente do Chega faz também uma forte aposta em falar diretamente para o eleitorado, através das redes sociais, onde tem milhares de seguidores, número que cresceu ainda mais nesta campanha para as eleições presidenciais.

Ventura nasceu em 15 de janeiro de 1983, em Algueirão-Mem Martins, freguesia do concelho de Sintra. É casado com Dina Nunes Ventura desde 2016 e não tem filhos.

Nunca escondeu a fé católica e fala várias vezes da experiência como seminarista na adolescência.

A nível académico, é licenciado em direito pela Universidade Nova de Lisboa e doutorado na mesma área pela Universidade de Cork, na Irlanda.

É jurista e foi professor universitário, consultor e inspetor na Autoridade Tributária.

Antes de criar o Chega, ganhou notoriedade pública também como comentador televisivo, especialmente sobre desporto. É adepto do Benfica e em criança queria ser ciclista.

Ventura diz que só perderá segunda volta por

Ventura diz que só perderá segunda volta por "egoísmo" do PSD e IL

O candidato presidencial e líder do Chega, André Ventura, considerou hoje que só perderá a segunda volta das eleições presidenciais "por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita".

Lusa | 23:44 - 18/01/2026

Leia Também: AO MINUTO: Seguro e Ventura na 2.ª volta; "É justo", diz líder do Chega

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/politica/2921606/seguro-ou-ventura-um-deles-sera-o-proximo-presidente-recorde-os-perfis#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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