Seguro diz que "venceu a democracia" e quer derrotar extremismos
- 18/01/2026
"Sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como Presidente da República. Com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 08 de fevereiro", disse António José Seguro no seu discurso de vitória na primeira volta das presidenciais.
O candidato apoiado pelo PS convidou todos "os democratas, progressistas e humanistas" a juntarem-se à sua candidatura, para que na segunda volta, unidos, se derrote "os extremismos e quem semeia ódio".
Seguro entrou na sala do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha em ambiente de festa, tendo percorrido os corredores do anfiteatro cheio ao som dos cânticos com o seu nome, subindo ao palco com a sua família.
"Esta não é uma candidatura partidária, nem nunca será. É a casa de todos os democratas que num momento difícil do nosso país se unem para preservar o fundamental. Todos os democratas são bem-vindos. Aqui não há reserva do direito de admissão", prosseguiu.
Vincando que para si "não há portugueses bons e portugueses maus", nem "portugueses de primeira e portugueses de segunda", considerou que "Portugal só prospera se souber conservar" o seu "chão comum", que "permite a todos viver em liberdade e em segurança" e a "convivência digna entre seres humanos".
"Regressei para unir os portugueses. Jamais terei um presidente e uma parte dos portugueses contra a outra parte, Jamais", garantiu.
Seguro voltou depois a vários temas que marcaram a sua candidatura, assegurando que trabalhará "todos os dias para que os portugueses tenham acesso à saúde a tempo e horas", pois "a situação atual é inaceitável".
"Tal como é inaceitável e até indigno a desigualdade que persiste entre homens e mulheres na nossa sociedade. Tal como é inaceitável que quase dois milhões de portugueses vivam numa situação de pobreza. Os salários e as pensões baixas que mal conseguem chegar ao final do mês e a falta de habitação para tantos, em particular para os nossos jovens", lembrou.
O candidato declarou-se ainda "pronto para ser o presidente dos novos tempos", fazendo de Portugal "um país moderno e justo, onde o Estado funcione e a economia seja mais competitiva, com empregos qualificados e com melhores salários", com "mais oportunidades para os jovens, para que o futuro não emigre nem fique eternamente a viver em casa dos pais", prometendo ainda uma "mudança tranquila".
[Notícia atualizada às 01h04]
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