Seguro defende que Portugal precisa de um Presidente com "valores certos"
- 31/01/2026
"Nós precisamos de um presidente com os valores e os princípios certos e precisamos de estabilidade política no nosso país. E a estabilidade política, para mim, não é um fim em si mesmo", disse hoje António José Seguro num comício no teatro Jordão, em Guimarães (distrito de Braga).
Após vários dias sem mensagens eleitorais no seu discurso devido à tempestade Kristin, António José Seguro voltou hoje a usar o púlpito para apelar ao voto, defendendo que "a estabilidade política é o instrumento" que permite que as pessoas, nas suas diferenças, sejam "capazes de dialogar uns com os outros para encontrar as melhores soluções e soluções duradouras".
"E eu sinceramente e humildemente considero que, dos candidatos que estão nesta segunda volta, sou o único que, verdadeiramente, pode aliar essa capacidade de diálogo, essa experiência e essa capacidade de agregar para ajudarmos o país a suplantar os problemas e a resolver os problemas dos portugueses", considerou o candidato apoiado pelo PS, sem nunca referir o nome do seu adversário da segunda volta das presidenciais, André Ventura.
No entanto, Seguro alertou que não consegue "fazer isso sozinho" e precisa "de todas e todos os portugueses", apelando a que "vão votar".
"Que votem amanhã aqueles que estão inscritos e que vão votar no dia 08 de fevereiro. Por uma razão: em democracia as eleições são decididas pelo voto de cada português. Não são as sondagens que elegem presidentes, são os portugueses que elegem presidentes com o seu voto", vincou.
Num comício que voltou a não contar com música e com bandeiras no ar, o hino nacional acabou por voltar ao ritual de encerramento, mas desta vez apenas 'a capella', sem música mas com a voz dos participantes, que seguiram o mote dado por Seguro a partir do palco.
Ao longo do seu discurso, o candidato voltou a vários dos temas que marcaram os comícios da primeira volta, como a defesa de um pacto para a saúde, a habitação e as respostas para os problemas dos jovens, mas a maioria do tempo foi dedicada à resposta à tempestade Kristin.
Seguro apresentou ainda uma nova proposta para responder à intempérie, considerando "necessário que haja um apoio, um estímulo e haja condições logísticas para retirar rapidamente" os troncos caídos, pois "neste momento ainda têm um certo valor económico e, portanto, quem perdeu essas árvores não vai perder tudo" e "ainda pode vendê-los com algum preço e arranjar algum rendimento".
"Depois, também é importante que se limpem essas florestas, porque dentro de poucos meses o que é que vamos ter? Vamos ter o verão. E com estas chuvas, com os arbustos que cresceram e que foram alimentados com esta chuva, a possibilidade, no caso de haver um incêndio, de ele ser propagado rapidamente é muito grande", sustentou também, após já ter feito três propostas diferentes ao Governo: apoio à tesouraria das empresas afetadas, adiamento do prazo do PRR e do cumprimento de obrigações fiscais e administrativas, que voltou a referir.
O candidato garantiu também levar "a sério" as alterações climáticas - rejeitando que sejam "uma conversa entre cientistas" - e considerou que "o país tem que criar um consenso nacional com planos de prevenção e com planos de eficiência para garantir e para minorar que situações desta natureza tenham uma resposta mais eficiente", de forma a "acudir às pessoas de uma forma mais rápida" e garantir o regresso à normalidade.
"É isso que eu considero que deve ser também o papel do próximo Presidente da República. Temos muito trabalho a fazer", disse.
[Notícia atualizada às 23h43]
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