Seguro? César admite risco de desmobilização por "presunção de vitória"
- 24/01/2026
"Eu acho que é um clássico eleitoral. Quando existe uma presunção de vitória muito forte de um candidato, há sempre uma menor atenção dos seus eleitores potenciais e isso pode prejudicar a dimensão da sua vitória", disse após ser questionado pelos jornalistas, depois da reunião desta manhã, em Lisboa, da Comissão Nacional do PS, sobre se tem receio de desmobilização dos eleitores na segunda volta.
Para Carlos César, nesta eleição é "muito importante que se cuide da vitória da democracia" e "não se valorize aqueles que se têm oposto ao regime democrático".
O presidente do PS afirmou que o primeiro lugar de António José Seguro na primeira volta foi, em primeiro lugar, uma "vitória dos portugueses" e um "motivo de grande satisfação do PS" e apelou aos democratas, de diferentes opções políticas, que "se reúnam no sentido de conferir ao candidato que representa a defesa dos valores democráticos uma grande vitória".
Carlos César defendeu que Seguro "tem muito boas condições de ter uma grande votação na segunda volta" e o mérito de ir além do eleitorado do PS com uma mensagem de "moderação, transversalidade e bom senso".
O presidente socialista desvalorizou o não posicionamento do líder do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, nesta segunda volta, mas argumentou que o líder social-democrata "terá consciência de que uma grande maioria do eleitorado da AD aposta na candidatura de António José Seguro na segunda volta".
Sobre o apoio do social-democrata Pedro Duarte a António José Seguro, César sublinhou que o importante é que "essa transversalidade entre as diversas opções favoráveis à democracia se possam traduzir na presença e na manifestação de apoio ao candidato".
António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.














