Seguro avisa Ventura: "Em mim terá sempre uma oposição aos extremismos"
- 10/01/2026
Seguro transformou o comício desta noite no Centro Cultural de Paredes num momento informal de perguntas e respostas com a plateia, tendo muitas delas sido sobre os temas em relação aos quais o candidato tem focado o seu discurso, mas também com espaço para novos assuntos.
Uma voz feminina da plateia pediu um "puxão de orelhas a André Ventura", apelo que Seguro não percebeu à primeira e foi preciso repetir.
"Já percebi e vou-lhe dizer uma coisa. Em mim ele terá sempre uma oposição aos extremismos e a querer acabar com a nossa democracia em Portugal", enfatizou.
Para Seguro, "chega de extremismos, que os extremismos não resolvem nenhum problema".
"O radicalismo não resolve nenhum problema. Pelo contrário, criam aí problemas. E também chega de nos tentarem dividir, de lançar o ódio e de tentarem pôr portugueses contra portugueses. Chega, basta", exclamou.
Em contraponto, o candidato presidencial apoiado pelo PS prometeu que será "o Presidente da mudança tranquila" e que não hesitará "naquilo que é preciso mudar para que as pessoas, independentemente da idade, tenham uma vida digna".
"Foi por isso que se fez o 25 de Abril", defendeu.
Também no feminino, outra voz fez-se ouvir para pedir a Seguro "que ponha o Governo de lá fora" e, de novo, foi preciso que a audiência repetisse.
Já esclarecido, o antigo líder do PS garantiu que não será "um Presidente de fação nem um Presidente partidário" nem sequer "um primeiro-ministro sombra".
No final, Seguro propôs um "contrato simples" às cerca de 500 pessoas que esta noite encheram o grande auditório do Centro Cultural de Paredes.
"Cada uma e cada um dos portugueses ajuda-me até ao dia 18 de janeiro a vencermos as eleições no dia 18 de janeiro. Eu quero mesmo vencer as eleições. (...) e eu, em troca, com a vossa ajuda, com o vosso empenho, com a vossa passagem de mensagem nas redes sociais, junto dos amigos, dos vizinhos, dos vossos colegas de trabalho, comprometo-me durante cinco anos a não parar um dia e a lutar por este país, para fazer deste país um país moderno, um país justo, um país que volte de novo a acreditar em si próprio", propôs.
Na abertura dos discursos, o presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, recordou que, em 2013, quando o agora candidato presidencial era secretário-geral do PS, teve "a oportunidade, juntamente com o José Luís Carneiro [atual líder do PS], de conhecer o António José Seguro e, portanto, é uma pessoa que, mesmo que esta campanha fosse para primeiro-ministro, tinha todas as condições para exercer esse papel".
Também a médica Isabel Pedroto tomou a palavra, dizendo que Seguro, "quando estabelece como prioridade o Serviço Nacional de Saúde, fá-lo de uma forma (...) tão carinhosa, tão emotiva, que traduz aquilo que é essencial no médico, que é aquele humanismo".
Já o mandatário distrital do Porto, Pedro Sobrado, salientou que Seguro "tem sido atacado inclusive por aquilo que o habilita a exercer o cargo de Presidente da República", admitindo que "inicialmente terá suscitado reservas como candidato presidencial".
"Porquê? Numa época marcada pelo escarcéu mediático, pela sofreguidão e pela macacada das redes sociais, António José Seguro representa um problema. Ele é polido e discreto. É avesso às bravatas e aos murros na mesa. É avesso aos gestos enfáticos e às poses carismáticas, e a tudo o que é bom para as 'stories', os 'reels', os 'tiktoks', esse toca e foge de que é feito o infoentretenimento que está a roer e a corroer as democracias", classificou o Presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional de São João, no Porto.
Leia Também: Tavares desafia Seguro a posicionar-se quanto a revisão constitucional













