Seguro aponta "separação completa" entre campanha e solidariedade com vítimas
- 31/01/2026
Seguro falava aos jornalistas na Lixa, concelho de Felgueiras, distrito de Porto, momentos antes de um almoço que tem com apoiantes, sendo questionado sobre as críticas do presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, sobre "um carrossel de pessoas" a ir àquele concelho fortemente afetado como "se um jardim zoológico se tratasse".
"Eu ouvi as declarações do presidente da Câmara Municipal de Leiria e elas não encaixam no meu comportamento. O comportamento que eu tenho tido é de constante e permanente contacto com os autarcas e reconheçam-me que, no próprio dia, eu estive no terreno, só que fiz uma separação clara entre aquilo que é a campanha eleitoral e aquilo que é o meu dever como português e como candidato da Presidente da República, foi ir falar com pessoas e ver os estragos", respondeu.
O candidato mais votado na primeira volta das presidenciais insistiu nesta ideia de "separação completa" entre a campanha eleitoral e aquilo que diz ser a expressão da "sua solidariedade e a proximidade com as pessoas "e encontrar propostas e soluções em contacto com os autarcas".
"E é aí que seguirei. E, façam-me justiça, já fiz o mesmo quando foi os incêndios no verão. Eu visitei vários concelhos do país sem comunicação social", disse, numa altura em que, desde a madrugada de quarta-feira, já foi diversas vezes ao terreno, sozinho e sem avisar os jornalistas.
Seguro disse que no domingo, numa altura em que se está a passar "por uma fase diferente", irá visitar mais um local afetado.
"Estou a equacionar e ver da possibilidade, porventura, já poder levar comunicação social se houver condições para isso", adiantou.
Questionado sobre se teme que uma campanha menos focada nos apelos ao voto e na mensagem eleitoral o esteja a prejudicar, o candidato presidencial apoiado pelo PS defendeu que é preciso "separar as duas coisas com clareza".
"Uma coisa é a campanha eleitoral, há eleições, a vida é o que é, outra coisa é a urgência, essa é a mais urgente e a prioritária, de acompanhar a situação da aflição das famílias e das empresas em zonas afetadas", reiterou.
Interrogado se estava preocupado com a descida nas sondagens, Seguro disse que não e voltou a sua intervenção para a tempestade que afetou Portugal.
"Aquilo que eu temo é que a resposta que as pessoas precisam neste momento, e que vivem situações de aflição, que não têm luz, que não têm água, tenha que ser resolvida rapidamente. Esse é o meu ponto", respondeu.
Evidenciando que se está em período de campanha eleitoral, o ex-líder do PS disse que esta é "uma situação nova para todos" que passa por "equilibrar esta preocupação e, sobretudo, manifestar" a sua solidariedade com as pessoas e, "simultaneamente, fazer uma campanha onde o apelo ao voto é indispensável em favor daquilo que são os valores" que defende.
"E eu estou convencido que nós vamos fazendo esse equilíbrio. Eu já cancelei ações de campanha, ainda hoje cancelei duas ações de campanha, é normal que agora, durante o encontro que eu vou ter aqui em Felgueiras, me pronuncie sobre a necessidade de as pessoas se mobilizarem, de irem a votar, porque amanhã [domingo] também já há eleições, não é um equilíbrio fácil, para ser sincero, mas eu sou firme na defesa daquilo que são os meus princípios e os meus valores", admitiu.
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