Segurança da Gronelândia "é extremamente importante" para UE e NATO
- 11/01/2026
"Antes de mais, a Gronelândia pertence ao seu povo. Cabe apenas à Dinamarca e à Gronelândia decidir sobre estas matérias, mas, naturalmente, é também um tema europeu porque a segurança do Ártico é extremamente importante para nós e, de forma crucial, é também um tema para a NATO", afirmou Ursula von der Leyen.
Em declarações a um pequeno grupo de jornalistas em Bruxelas, incluindo a Lusa, a líder do executivo comunitário apontou que a UE "tem uma excelente relação com a Gronelândia, o que é fundamental".
"Estamos a investir e a acelerar o nosso trabalho no território. Durante a minha visita à Gronelândia, anunciámos acordos do Global Gateway no valor de quase 100 milhões de euros e, na nossa proposta orçamental, duplicámos o financiamento para cerca de 530 milhões de euros, o que demonstra o nosso compromisso com a parceria e a importância da segurança no Ártico", adiantou.
No início deste ano, depois da operação militar norte-americana que resultou na captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou precisar daquele território por razões de segurança nacional.
Trump sugeriu que os EUA podiam vir a assumir o controlo do território autónomo dinamarquês, um discurso que muitos interpretam como uma ameaça de uso de força, gerando receios de expansão norte-americana forçada semelhante ao que já ocorreu na Venezuela.
A Gronelândia, uma vasta ilha ártica com uma população de 57.000 habitantes, possui recursos minerais significativos, a maioria dos quais ainda inexplorados, além de uma localização estratégica.
Os EUA possuem ali uma base militar, tendo operado cerca de 10 durante o período da Guerra Fria.
A tensão intensificou-se após a nomeação, no final de dezembro, de um enviado especial norte-americano para a Gronelândia e depois de uma publicação nas redes sociais associada à Casa Branca sugerir uma futura anexação.














