SEDES pede reforço da fiscalização após denúncias em creche de Lisboa
- 16/02/2026
Em comunicado, a estrutura jovem da associação considera "aberrante" a situação descrita por familiares de crianças que frequentavam a Academia Sonhar e Crescer, na freguesia de Carnide, sustentando que "estas cobardes formas de violência contra crianças não podem ter lugar na nossa sociedade, sobretudo contra crianças tão pequenas".
No dia 09 de fevereiro, pais e familiares de crianças que frequentam a Academia Sonhar e Crescer, na freguesia de Carnide, Lisboa, manifestaram-se, alertando para a existência de indícios de maus-tratos físicos e psicológicos aos filhos e impedindo a entrada dos menores na creche.
Face a esta situação, a SEDES defende uma atuação tanto a nível de apoio psicológico às crianças e famílias, como celeridade na investigação destes comportamentos, que estão sob investigação do Ministério Público.
"Faltam exigências que as organizações a quem as famílias entregam as suas crianças deveriam cumprir. É essencial criar essas exigências legais, que garantam que nestas respostas existem instrumentos de prevenção de violência contra crianças", defende a SEDES.
O caso levou o PAN a requerer audições parlamentares urgentes à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, ao presidente do Instituto da Segurança Social e a representantes dos pais das 37 crianças inscritas na creche, integrada no programa Creche Feliz.
Por seu turno, numa nota enviada à agência Lusa, a direção da Academia Sonhar e Crescer indicou estar a colaborar com a justiça e reafirmou o "compromisso inabalável com a proteção, segurança e desenvolvimento das crianças".
A instituição referiu ainda que "já foi formalmente solicitado ao Ministério Público que a audição decorra com a maior brevidade possível", lembrando que a creche e as suas colaboradoras "se encontram totalmente disponíveis para colaborar com a Justiça e contribuir para o completo esclarecimento da verdade dos factos".
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