"Se me perguntar o que é que falhou, eu também não sei dizer"

  • 02/02/2026

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, recusa a ideia de que poderia ter sido feito mais na prevenção dos danos causados pela depressão Kristin, defendendo que  a "Proteção Civil tomou imensas medidas" nesse sentido.

 

Em entrevista ao Jornal da Noite, na SIC Notícias, o governante reforçou que, na intempérie da madrugada da passada quarta-feira, 28 de janeiro, houve dos "ventos mais fortes de que há memória em Portugal": "Não há registo de ventos mais fortes. Foi uma coisa muito dura, muito violenta".

E, para além disso, defendeu, "houve medidas de prevenção" por parte da Proteção Civil. Questionado sobre quais foram essas medidas, o ministro apontou apenas o alerta à população, salientando depois que "todo o sistema da Proteção Civil estava em alerta máximo".

"Este Governo não se arroga ser um super Governo, capaz de impedir uma tempestade. Somos apenas um Governo que é responsável e que faz tudo o que pode para resolver os problemas", afirmou.

"Será fácil dizer que nem tudo foi perfeito, é bonito dizer. Mas se me perguntar assim: ‘O que é que falhou?’. Eu também não lhe sei dizer", admitiu Castro Almeida.

"No dia 27, as pessoas foram prevenidas do que poderia acontecer. No dia 28, há três membros do Governo que vão para o local para contactar com as pessoas e com os autarcas", frisou Castro Almeida. "Nós estávamos no local no próprio dia", continuou, notando que, apesar dos esforços, "não havia comunicações", então, não era possível ter a noção real da dimensão dos estragos.

Sobre a demora do Governo em decretar o estado de calamidade - algo que, nomeadamente, o autarca de Leiria pediu várias vezes - o ministro desvalorizou o atraso: "Não é pelo facto de se declarar calamidade que nós temos mais pessoas no local".

E acrescentou: "O que é preciso é ter pessoas a resolver problemas e estão ativamente".

"Para repor a energia tem mais de mil pessoas no terreno, para a rede comunicações tem mais de três mil pessoas no terreno. Tem todo sistema de Proteção Civil, tem o pessoal das câmaras municipais, tem os militares. São mais de 30 mil pessoas no terreno", contabilizou Castro Almeida, deixando a ressalva, contudo, de que a recuperação vai ser demorada devido à extensão dos prejuízos.

Governo vai ativar mecanismo de solidariedade da UE

Passando para o tema dos apoios, nomeadamente os da União Europeia (UE), o ministro da Economia voltou a garantir que Portugal vai ativar o mecanismo de solidariedade, reiterando que o Governo tem "12 semanas para fazer esse pedido".

Questionado sobre o porquê de não o fazer já, Castro Almeida desvalorizou a necessidade de rapidez: "Infelizmente, quando o fizermos, vai demorar meses a receber a resposta". E, para além disso, notou, "é preciso fazer uma descrição pormenorizada de quais são os prejuízos - coisa que está a ser feita neste momento".

"Ainda não passou uma semana. Nós temos 12. Não vamos deixar chegar ao limite. Vamos apresentar tão cedo quanto possível", garantiu.

O apoio que virá, contudo, será "pouqíssimo", afirmou o ministro.

"Se nós tivermos prejuízos de mil milhões de euros, o que viria da UE são 25 milhões", exemplificou, deixando a nota que os estragos em Portugal estão "muito para cima dos dois mil milhões" de euros.

"Claro que vamos pedir esse dinheiro. Não vamos dispensar nenhum, mas não é isso que vai resolver os nossos problemas", considerou Castro Almeida.

Já quanto ao mecanismo da Proteção Civil, o governante recordou que o Copernicus já foi ativado e que "outros tipos de apoio deste mecanismo" só podem ser acionados "na sequência de proposta da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)". E a ANEPC já repetiu, várias vezes, "que não é necessário".

"Assim que a ANEPC nos diga que é necessário, evidentemente que vamos recorrer", garantiu.

Recorde-se que dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Leia Também: Depressão Kristin? "Não sei o que é que falhou", assume ministra

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/economia/2931516/kristin-se-me-perguntar-o-que-e-que-falhou-eu-tambem-nao-sei-dizer#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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