SATA prevê ter novos raio-x em cinco ilhas dos Açores até meados do mês
- 03/01/2026
"Enquanto se aguarda pela instalação desses equipamentos, que se espera até meados do mês de janeiro, embora esteja dependente de fornecedores externos e das disrupções sentidas nas cadeias de abastecimento, o Grupo SATA, em cooperação com os parceiros aeroportuários estabeleceu algumas medidas mitigadoras, com vista a assegurar o cumprimento dos procedimentos exigidos, tirando o melhor partido das condições que se verificam em cada uma das infraestruturas aeroportuárias", adiantou, em comunicado de imprensa.
Na terça-feira, a SATA Air Açores, companhia aérea do Grupo SATA, que assegura as ligações interilhas nos Açores, informou os comerciantes de que, a partir de quinta-feira, 01 de janeiro, deixaria de ser possível rastrear nos aeroportos de cinco ilhas carga húmida, como pescado e outros bens alimentares frescos.
Em causa está a alteração do regulamento da União Europeia n.º 2015/1998, de 05 de novembro, que exige equipamentos de raio-x 'dual view', que ainda não foram instalados nas ilhas Graciosa, São Jorge, Flores, Faial e Santa Maria.
A comunicação a dois dias da entrada em vigor da medida gerou críticas da Associação dos Comerciantes do Pescado dos Açores (ACPA), da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) e do PS/Açores, que alertaram para os impactos económicos destas limitações e apelaram à intervenção do Governo Regional dos Açores.
Num comunicado enviado à comunicação social, o Grupo SATA garantiu que procurou adquirir os equipamentos antes da entrada em vigor do regulamento europeu.
"Sem prejuízo dos esforços atempadamente desenvolvidos pelo Grupo SATA na aquisição dos equipamentos para o rastreio de carga e correio para as ilhas Graciosa, São Jorge, Flores, Faial e Santa Maria este equipamento ainda não está disponível, aguardando na maioria dos casos o seu desalfandegamento", revelou.
A empresa adiantou que estão a ser apresentadas aos agentes que recorrem habitualmente aos serviços da SATA Cargo "soluções de transição adaptadas ao tipo de carga a transportar e ao aeroporto de expedição".
Assegurou ainda que "os expedidores que têm o estatuto de expedidor conhecido ou agente reconhecido não estão sujeitos a qualquer condicionante, uma vez que são considerados como parte integrante da cadeia segura de abastecimento".
"Desde 2021, têm sido realizadas ações de sensibilização, incentivando [os expedidores] a aderirem à cadeia segura de abastecimento, uma vez que esta acreditação garante a sua autonomia, reduz a dependência de rastreio externo e acelera significativamente o processo de aceitação da carga, salvaguardando-se as condições de segurança necessárias para o transporte aéreo", salientou.
Na sexta-feira, o Governo Regional dos Açores disse estar a fazer "todos os esforços" para que fosse reposto o transporte aéreo de carga húmida nas cinco ilhas afetadas.
"O Governo Regional está em conversações com a ANA e com a SATA. Está a fazer todos os esforços para que a situação seja reposta o mais rapidamente possível", avançou, em declarações à Lusa, fonte oficial da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas.
Leia Também: Azores Airlines concentrará atividade nas ligações ao continente













