"Santo Graal" da banda desenhada bate recorde (após roubo a Nicolas Cage)
- 09/01/2026
Uma cópia da revista que apresentou o Super-Homem ao mundo foi vendida por um valor recorde de 15 milhões de dólares (12,89 milhões de euros). Este exemplar também já esteve na posse de Nicolas Cage - tendo sido roubado da casa do ator.
De acordo com o que explicou a Metropolis Collectibles/Comic Connect, empresa que mediou o negócio, o comprador quer ficar anónimo. A revista faz parte dos 100 exemplares que existem.
Em causa está a primeira edição da Action Comis, que apresentava vários super-heróis nas suas páginas. A revista, publicava pela primeira vez a 18 de abril de 1938, mostrava várias histórias, entre as quais as do Super-Homem, contando o seu nascimento num outro planeta, a sua jornada até à Terra e a decisão de estes transformar a sua força em algo que "beneficiasse a Humanidade."
A revista custou na altura o equivalente ao que hoje em dia são 2,30 dólares - ou 1,98 euros.
A venda - só conhecida esta sexta-feira - superou o recorde anterior neste setor, depois de em novembro uma cópia do primeiro livro do Super-Homem ter sido vendida por 9,12 milhões de dólares (7,84 milhões de euros).
"Este é o Santo Graal da banda desenhada. Sem o Super-Homem e sua popularidade, não haveria Batman ou outras lendas da banda desenhada e os seus heróis", explicou o presidente da Metropolis Collectibles/Comic Connect, Vincent Zurzolo.
Antigo dono era Nicolas Cage: O que se passou?
Conta a AP que este exemplar foi roubado, em 2000, de uma cave na casa de Nicolas Cage em Los Angeles, no estado norte-americano da Califórnia. O livro foi recuperado onze anos depois por um homem que comprou o conteúdo de um antigo depósito no sul da Califórnia. O livro acabou por ser devolvido a Cage - e se tinha sido comprada pelo ator em 1996 por 150 mil dólares (128,92 mil euros), acabou a ser vendida por Cage em 2011 a uma casa de leilões por 2,2 milhões de dólares (1,89 milhões de euros).
Segundo o CEO da Metropolis Collectibles/Comic Connect, Stephen Fishler, o ladrão acabou por ter um papel determinante na valorização desta revista. "Durante os 11 anos em que a revista esteve desaparecida, os eu valor disparou", explicou, comparando a situação ao roubo de "Mona Lisa", quadro pintado por Leonardo da Vinci, que foi também roubado do Louvre, em Paris, em 1911 - para onde regressou e está nos dias de hoje.
"A pintura ficou escondida debaixo da cama do ladrão por dois anos", disse Fishler, acrescentando que recuperar o quadro fez "com que a 'Mona Lisa' deixasse de ser apenas uma grande pintura de Da Vinci para se tornar um ícone mundial - e é isso que Action n.º 1 representa: um ícone da cultura pop americana."














