Santana diz que Presidência da República ficaria "bem entregue" a Seguro
- 09/01/2026
A visita da caravana de Seguro à Câmara da Figueira da Foz, liderada por Santana Lopes, não estava prevista na agenda e foi comunicada durante uma outra ação de campanha, tendo os dois políticos estado à conversa com os jornalistas e, depois, em privado.
"Nesta disputa eleitoral há candidatos que nos deixam tranquilos quanto à hipótese de ganharem, outros que não. Com o doutor António José Seguro desde o princípio não tenho dúvida nenhuma que se ele ganhar - não estou a expressar o voto, só para a semana - a Presidência da República ficará bem entregue. Isso não quero deixar de o dizer. Por todas as razões e mais algumas", enfatizou Santana Lopes.
Questionado sobre quem eram os candidatos que não o deixavam tranquilo caso vençam, Santana considerou que "não vale a pena dizer" porque "gosta de falar pela positiva".
Concretamente sobre se o candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP, Luís Marques Mendes o deixava tranquilo como Presidente da República, o antigo líder social-democrata disse apenas: "hoje é o doutor António José Seguro que está aqui, tenho muito gosto, não vou falar de outros".
Quanto à forma como o antigo líder do PS tem feito a campanha, Santana Lopes recordou algo que era dito pelo seu pai.
"Em tudo o que fazemos na vida, temos que fazer com categoria. Seja nas alturas mais difíceis, difíceis ou menos difíceis, ele [Seguro] é uma pessoa que está sempre com categoria", elogiou.
Sobre se temia que estas suas opiniões caíssem mal noutras candidaturas, o presidente da Câmara eleito como independente com o apoio do PSD nas últimas autárquicas foi curto nas palavras: "sou um homem livre".
O antigo primeiro-ministro explicou que todos se preocupam "muito com quem e a quem fica entregue o país ao mais alto nível".
"E, com certeza, que o facto de o doutor António José Seguro ser candidato é logo um motivo de descanso, a hipótese dele ganhar", defendeu, recordando o seu "passado impoluto" no parlamento, no Governo, na vida cívica, na vida profissional.
Santana elogiou ainda "as garantias de idoneidade para poder exercer as mais altas funções" que vê no antigo líder do PS, considerando que "idoneidade inclui competência" e recordando o papel de Seguro na reforma do regimento da Assembleia da República.
"Portanto, ele distinguiu-se sempre por pensar pela própria cabeça, ser um democrata convicto e, acima de tudo, ser um homem sério e competente", enfatizou.
Para o antigo líder social-democrata, "o Presidente da República não tem que ser absolutamente incolor, inodoro, sensaborão", tem que "ter convicções", algo que defende que Seguro tem.
"As eleições presidenciais são uma combinação difícil entre a consideração que temos que ter pelos atributos pessoais de cada candidato e aquelas que são as nossas opções ideológicas e o nosso posicionamento político e, como eu até escrevo hoje no jornal, é a primeira vez que há uma eleição presidencial em que não concorre um dos grandes senadores, concorrem cidadãos comuns, como eu sou, como outros são, mas que têm uma vida, no caso do doutor António José Seguro, de muitos anos de serviço prestado à democracia", apontou.
Seguro fez questão de explicar aos jornalistas que foi de si que partiu a iniciativa de se encontrar com Santana Lopes.
"É uma pessoa porque eu tenho muita, muita, muita estima e que muitas das vezes não lhe foi feita a justiça devida", enfatizou o socialista.
À saída do encontro a sós com Santana Lopes, Seguro disse que tiveram "uma conversa muito, muito interessante sobre o futuro do país", escusando-se a comentar a possibilidade do autarca poder vir a receber outros candidatos durante a campanha eleitoral.
Já Pedro Santana Lopes, após despedir-se de Seguro e questionado se poderia declarar oficialmente apoio ao candidato, respondeu aos jornalistas: "Gostei imenso de os ver e de falar convosco. Já falei, está bem? Até breve".
[Notícia atualizada às 19h37]
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