Saída da Ryanair apanha Açores despreparados, diz CCIAH

  • 27/01/2026

"A saída, de facto, já aconteceu há três anos quando a Ryanair reduziu em 75% a sua operação para os Açores e devíamos todos ter percebido na altura que este seria o caminho que a companhia iria seguir. Infelizmente, tal não aconteceu, não nos preparámos devidamente e agora temos a concretização dessa tendência", afirmou, em declarações à Lusa, Marcos Couto.

 

A companhia aérea de baixo custo Ryanair reafirmou hoje que vai abandonar a operação nos Açores a partir de 29 de março devido às "elevadas taxas aeroportuárias" e à "inação" do Governo português.

Em resposta à agência Lusa, a transportadora irlandesa reiterou que vai cancelar as seis rotas que atualmente realiza no arquipélago açoriano, justificando com as "elevadas taxas aeroportuárias" da ANA Aeroportos e à "inação" do Governo, que "aumentou as taxas de navegação aérea em +120%" após a covid-19 e "introduziu uma taxa de viagem de dois euros, numa altura em que outros Estados da União Europeia (UE) estão a abolir taxas de viagem".

Questionado pela Lusa, o presidente da associação empresarial que representa as ilhas Terceira, São Jorge e Graciosa considerou que a justificação dada pela Ryanair é "perfeitamente falaciosa" porque o problema das taxas não se coloca no Aeroporto das Lajes, na ilha Terceira, gerido pelo Governo Regional dos Açores, com "taxas muito mais baixas do que as restantes".

"O problema tem a ver com a forma como a companhia olha para Portugal e para a sua reorganização mundial. E os Açores como elo mais fraco acabam por ser penalizados", apontou.

Quanto ao impacto que a saída da companhia aérea de baixo custo pode ter no turismo da região, Marcos Couto disse perceber os receios, mas alegou que os números das dormidas em alojamentos turísticos "aumentaram significativamente" nos últimos três anos, apesar da redução da operação da Ryanair.

"O espaço da companhia foi ocupado por outras companhias, nomeadamente a SATA e a TAP", referiu.

Segundo o presidente da CCIAH, a redução homóloga de dormidas, registadas entre setembro e novembro, também não pode ser associada à Ryanair, que nesse período manteve a operação na região.

Marcos Couto salientou que o peso da Ryanair no transporte de passageiros para os Açores atualmente já "não é muito significativo".

"A Ryanair transporta 12% dos passageiros dos Açores, 7% dos turistas. Este é o peso que a Ryanair tem no mercado regional de 2023 para cá, quando reduziu a sua presença", apontou.

Mais do que estar preocupado com a visibilidade que a Ryanair dá aos Açores, o Governo Regional deve preocupar-se em tornar o destino aliciante para outras companhias e aproveitar as redes da TAP e da SATA, defendeu o presidente da CCIAH.

"Temos um problema estruturante que se prende com a forma como nos temos promovido e com a falta de verba que temos para a promoção, numa área que é tão importante para a economia dos Açores como é o turismo e num mercado tão competitivo a nível mundial como é o turismo", vincou.

 

CYB (RPYP) // MCL

Lusa/Fim

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/pais/2927292/saida-da-ryanair-apanha-acores-despreparados-diz-cciah#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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