"Rússia tinha meios". Navalny morreu envenenado com toxina de sapo-dardo
- 14/02/2026
Os países sublinharam que os seus governos chegaram a esta conclusão com base em amostras laboratoriais recolhidas do corpo de Navalny, que confirmaram conclusivamente a presença da neurotoxina epibatidina.
Londres anunciou ainda que vai denunciar o envenenamento à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), "como uma violação flagrante da Rússia" da sua convenção e pediu a Moscovo que "cesse imediatamente esta perigosa atividade".
"Só o Governo russo tinha os meios, o motivo e a oportunidade de utilizar esta toxina letal contra Alexei Navalny durante a sua prisão na Rússia", disse a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, citada no comunicado.
"Hoje, juntamente com a sua viúva, o Reino Unido destaca o plano bárbaro do Kremlin para silenciar a sua voz", acrescentou.
A descoberta confirma a teoria apresentada pela viúva daquele líder da oposição, Yulia Navalnaya, que afirmou em setembro passado que o seu marido tinha sido envenenado.
A Rússia sempre afirmou que o ativista anticorrupção tinha morrido de causas naturais a 16 de fevereiro de 2024, aos 47 anos, numa prisão na Sibéria, quando cumpria uma pena de 19 anos de prisão por acusações que denunciou como tendo motivos políticos.
Após a sua morte, as autoridades recusaram-se durante vários dias a libertar o corpo, o que suscitou suspeitas entre os seus apoiantes, que acusaram o governo de o ter "assassinado" e de o tentar encobrir.
O Reino Unido, a Suécia, a França, a Alemanha e os Países Baixos afirmam que vão utilizar "todos os instrumentos políticos" ao seu dispor para continuar a exigir a responsabilização da Rússia.
A imprensa britânica indica não ser claro o modo como Navalny teria sido envenenado com a toxina, que se estima que seja 200 vezes mais potente do que a morfina.
[Notícia atualizada às 14h30]
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