Rússia acusa Ucrânia de atacar petroleiro grego no Mar Negro
- 14/01/2026
"O petroleiro 'Matilda', de bandeira maltesa, foi atacado por dois drones ucranianos a aproximadamente 100 quilómetros da cidade de Anapa", afirmou o ministério russo, acrescentando que foi recebido um sinal de socorro proveniente do Mar Negro.
A Ucrânia não respondeu até ao momento às acusações feitas pela Rússia.
Atenas condenou hoje o ataque, sem especificar a origem dos drones, mencionando dois petroleiros gregos: o "Matilda", de bandeira maltesa, e o "Delta Harmony", de bandeira liberiana.
O Ministério dos Assuntos Marítimos da Grécia tinha indicado, na terça-feira, que os dois petroleiros tinham sido atingidos por dois drones perto do porto russo de Novorossiysk, no Mar Negro, mas sem sofrerem grandes danos.
A empresa estatal de petróleo e gás do Cazaquistão, a KazMunayGas, afirmou na rede social Telegram que tinha fretado o navio "Matilda" e que o petroleiro tinha sido "atacado por um drone", sem especificar a sua origem.
O navio deveria carregar petróleo cazaque no domingo no terminal do Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC), que transporta petróleo do Mar Cáspio para o porto russo de Novorossiysk, disse a empresa.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Cazaquistão manifestou hoje "a sua profunda preocupação" após os ataques com drones do dia anterior, mencionando "três petroleiros a caminho do terminal do CPC".
"O Cazaquistão não é parte em nenhum conflito armado e dá um contributo significativo para a segurança energética global e europeia", frisou o ministério, apelando a "medidas eficazes para garantir a segurança do transporte de hidrocarbonetos".
Os ataques russos e ucranianos contra embarcações civis têm vindo a aumentar nas últimas semanas.
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