Rubio visitará aliado húngaro depois da conferência sobre segurança em Munique
- 10/02/2026
Rubio também irá à Eslováquia, igualmente governada por um aliado de direita do Presidente dos Estados Unidos da América, após participar no fim de semana da Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, onde no ano passado o vice-presidente JD Vance provocou reações veementes ao denunciar as violações da liberdade de expressão na Europa.
Esta viagem ocorre num momento em que as recentes ameaças do presidente americano em relação à Gronelândia, território autónomo dinamarquês, chocaram profundamente os europeus.
No domingo e na segunda-feira, em Budapeste, o secretário de Estado "vai reunir-se com autoridades húngaras importantes para reforçar os nossos interesses bilaterais e regionais comuns, incluindo o nosso compromisso com os processos de paz para resolver conflitos mundiais e a parceria energética entre os Estados Unidos e a Hungria", afirmou Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, em comunicado.
Na quinta-feira passada, Donald Trump manifestou o seu "total apoio" ao primeiro-ministro nacionalista húngaro, de quem é próximo, com vista às eleições legislativas previstas para 12 de abril.
À frente da Hungria há quase 16 anos, Viktor Orban está em desvantagem nas sondagens independentes desde há meses, num contexto marcado pela estagnação económica e pelo crescente descontentamento em relação aos serviços públicos.
O primeiro-ministro húngaro anunciou no sábado que se deslocaria a Washington "daqui por duas semanas" para assistir à reunião inaugural do "Conselho de Paz" do presidente americano.
Viktor Orban é particularmente próximo da administração Trump, devido à sua política contra migrantes, desde a crise dos refugiados sírios há dez anos.
Durante uma visita à Casa Branca no ano passado, o Presidente da Hungria conseguiu para o seu país uma isenção das sanções sobre as importações de petróleo e gás russos.
O ex-presidente Joe Biden mantinha relações muito mais hostis com Orban, a quem acusava de "tender para a ditadura", nomeadamente ao silenciar os meios de comunicação independentes e ao fazer campanha contra os direitos LGBT+.
Rubio irá no domingo à Eslováquia, onde o primeiro-ministro Robert Fico também encontrou um terreno comum com Trump.
Durante uma recente visita à Flórida, Robert Fico teria, segundo o meio de comunicação Político, citando diplomatas europeus anónimos, expressado a sua preocupação com o estado mental do presidente americano.
Washington e Bratislava negaram esta informação.
Marco Rubio, frequentemente considerado menos ideológico, representará os Estados Unidos em Munique este ano, em vez do vice-presidente, cujo discurso no ano passado causou consternação entre os europeus.
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