Rio Douro acalmou em dia que a Régua já lançou obra para recuperar vias
- 06/02/2026
"As perspetivas que temos para as próximas são de alguma acalmia. Houve boas informações de Espanha em que há alguma contenção nos débitos que as barragens espanholas", afirmou o presidente da Câmara do Peso da Régua, José Manuel Gonçalves, que falava à agência Lusa.
Pelo que, explicou, as próximas horas são também "de preparação de alguma capacidade de encaixe para os próximos dias" por causa da nova depressão Marta, que poderá trazer mais precipitação e vento ao país.
José Manuel Gonçalves disse que, desde esta manhã, o nível do rio desceu um metro e meio a dois metros.
"Vamos continuar a monitorizar", referiu, lembrando que o dia foi de preparação e de prevenção e que o município tem definido um plano de evacuação para ativar em caso de necessidade.
O caudal do rio chegou a entrar na avenida do Douro, no lugar na Barroca, que corresponde à zona mais baixa desta artéria, mas ainda ficou abaixo da principal avenida da cidade, a João Franco, onde estão localizados vários estabelecimentos comerciais.
Há 20 anos que o caudal do rio Douro não galga a avenida João Franco, que se localiza acima do cais fluvial da Régua, onde permanecem submersos duas lojas de artesanato e um bar.
As águas também entraram em algumas caves, através dos sistemas de esgotos e foram retirados materiais e equipamentos.
A equipa multidisciplinar do município continua no terreno, a efetuar contactos diretos e ações de sensibilização junto das populações residentes nas zonas potencialmente vulneráveis.
A autarquia mantém, ainda, várias equipas preparadas e mobilizadas para prestar apoio imediato, caso venha a ser necessária a retirada preventiva de pessoas ou bens das áreas consideradas de risco
A situação no rio Douro está mais relacionada com a gestão do caudal e, por isso, José Manuel Gonçalves apontou como maior preocupação "as constantes e permanentes derrocadas" que têm acontecido um pouco por todo o concelho em consequência as chuvas e da saturação dos solos.
"Ainda não procedemos a levantamentos de estragos, mas já procedemos a obra, ainda hoje adjudicamos uma obra para repor a ligação a Covelinhas", afirmou, lembrando que é uma aldeia com três acessos e que tem, neste momento, dois deles cortados devido ao risco de derrocadas.
Disse ainda que, nos próximos dias, terá início o levantamento dos estragos e, garantiu que, em relação aos que "forem mais urgentes e prementes" serão iniciadas obras para "repor a normalidade às populações".
Na Régua, no distrito de Vila Real, desde segunda-feira que está um centro de coordenação a funcionar 24 horas por dia, onde é feito o registo de todas as ocorrências e que, até às 19:00 de hoje contabilizou 126.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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