"Revolução agrícola" na Argélia? "Oportunidade" para empresas portuguesas
- 03/02/2026
"Há uma tradição de presença portuguesa na Argélia, mas nós podemos fazer bastante mais e (...) é preciso, de facto, dinamizar as nossas relações económicas", disse à Lusa Paulo Rangel, que realizou hoje uma visita oficial a Argel, durante a qual se reuniu com o homólogo, Ahmed Attaf, e foi recebido pelo Presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune.
O chefe da diplomacia portuguesa salientou que a Argélia "oferece oportunidades muito relevantes em variadíssimas áreas", destacando que o país tem em marcha "uma verdadeira revolução agrícola, curiosamente a partir do Saara", no sul.
A Argélia, mencionou, é já a segunda potência agrícola no mundo árabe.
"É um setor que em Portugal é pouco conhecido como uma oportunidade possível", disse, referindo-se a uma mensagem que quer levar agora aos investidores portugueses.
A presença portuguesa está ligada a setores como a engenharia, construção naval, digital e telecomunicações, e energias renováveis.
"Estamos a falar de uma extensa cobertura de setores de áreas económicas, onde pode haver, de facto, uma grande dinamização das relações económicas", comentou Rangel, que disse ter ouvido das autoridades argelinas que Espanha e Itália têm investido muito neste país do norte de África.
A nível bilateral, salientou, a "cooperação tem sido muito profícua, muito vantajosa para ambos os países".
Da parte de Argel, Portugal recebeu hoje a reafirmação do apoio à candidatura portuguesa ao lugar de membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em 2027-2028, indicou Rangel.
O Presidente Tebboune destacou "as relações excelentes", e Paulo Rangel leva "um grande abraço ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que é muito considerado" e visto como "um grande amigo da Argélia".
O chefe de Estado argelino também recordou a presença de opositores ao regime de Salazar, que em Argel fizeram "um posto avançado para a luta pela democracia".
Durante a visita, o ministro teve também um encontro com empresários portugueses em Argel, com quem discutiu "perspetivas futuras de investimentos e dos novos projetos e dos que estão em curso", bem como de que forma as autoridades portuguesas podem ajudar as empresas a superar "algum obstáculo ou alguma dificuldade" que possam ter.
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