Restabelecida ligação terrestre entre o sul e o norte de Moçambique
- 01/02/2026
A ligação terrestre através da estrada Nacional 1 (N1) entre Maputo e Gaza tinha sido interrompida devidos a seis cortes no trecho que liga as duas províncias, cujas obras de intervenção provisória terminaram na sexta-feira, sendo que o trânsito mantém-se interrompido na zona da baixa da cidade de Xai-xai, onde as obras de reposição ainda decorrem.
Em comunicado, a Administração Nacional de Estradas (ANE), refere que "foi restabelecida, há momentos (14:00 de Lisboa), a ligação terrestre entre o sul e o norte do país", com a reposição da transitabilidade na estrada N220, no troço Chissano-Chibuto, na província da Gaza.
De acordo com a ANE, durante a primeira fase, a transitabilidade está aberta de forma condicionada, somente para viaturas ligeiras e autocarros, enquanto decorrem trabalhos de melhoria da plataforma para permitir a passagem de viaturas pesadas, logo que os trabalhos terminem.
"A ANE reitera que neste momento continua intransitável a estrada N1, na cidade de Xai-Xai [província de Gaza], não havendo, por enquanto, ligação terrestre entre Maputo e Xai-Xai, através do troço Incoluane - Baixa de Chocumbane - Cidade de Xai-Xai", refere a ANE.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, assegurou, na terça-feira, o restabelecimento em, no máximo, duas semanas da circulação na estrada Nacional 1 (N1), referindo que as chuvas continuam a afetar as famílias moçambicanas e prometendo mais esforços para mitigar os seus impactos.
O número de afetados pelas cheias de janeiro em Moçambique subiu para 723.289, com 22 mortos, de acordo com dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
Segundo informação da base de dados do INGD, a que a Lusa teve acesso no sábado, com informação até às 14:30 (12:30 de Lisboa) de sexta-feira, as cheias que se registam em vários pontos de Moçambique já afetaram o equivalente a 170.223 famílias, e mais 20 mil pessoas em 24 horas.
Desde 07 de janeiro, foram registados ainda 45 feridos e nove desaparecidos na sequência destas cheias, além de 3.541 casas parcialmente destruídas, 794 totalmente destruídas e 165.946 inundadas.
O registo do INGD aponta ainda para 451.571 hectares de área agrícola afetados, dos quais 275.765 dados como perdidos, atingindo a atividade de 332.863 agricultores, além da morte de 430.972 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.
Prossegue o socorro de famílias sitiadas pelas cheias, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas durante vários dias.
A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Noruega e Japão, além de países vizinhos, já enviaram ajuda humanitária de emergência.
Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as cheias de janeiro, há registo de 146 mortos, além de 148 feridos e de 844.295 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.
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