Responsáveis de Teerão dizem ter melhores intenções para negociar
- 16/02/2026
"Vim a Genebra com iniciativas reais para alcançar um acordo justo e equilibrado. Aquilo que não está, de todo na agenda: rendição face a ameaças", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abas Araqchi, na plataforma digital X, que chegou de madrugada àquela cidade suíça.
A comitiva do Irão vai reunir-se hoje com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, e restante equipa para dialogarem sobre o programa nuclear daquele país do Médio Oriente.
Grossi tem pedido para que o Irão volte a permitir inspeções regulares às suas instalações de produção de energia nuclear, bombardeadas por Israel e EUA na guerra de 12 dias de junho de 2025.
O chefe da diplomacia iraniana anunciou também que vai encontrar-se com o seu homólogo de Omã, Badr bin Hamad al Busaidi, o mediador das negociações, antes de encetar as conversações com os representantes de Washington.
No domingo, outro diplomata iraniano, Majid Takht Ravanchi, declarou que Teerão está disposto a chegar a um acordo se os EUA mantiverem uma postura honesta e leal, mas somente centrado nos assuntos da energia nuclear, sem ceder no que toca ao programa de mísseis balísticos, por exemplo.
Ravanchi disse que há disponibilidade para "examinar compromissos", incluindo a baixa do enriquecimento de urânio para 60% - o uso militar desta forma de energia ronda os 90% - se os EUA também estejam abertos a falar do fim das sanções económico-financeiras.
Ainda no domingo, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, condicionou um acordo entre Irão e os norte-americanos ao limite de 300 quilómetros de alcance dos mísseis balísticos iranianos, além do desmantelamento de todo o programa de enriquecimento de urânio.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reconheceu que "é muito difícil" chegar a uma acordo com os responsáveis de Teerão, mas ressalvou que a Administração de Donald Trump dá prioridade à negociação diplomática, sendo que tem havido uma reforço de meios militares norte-americanos no golfo Pérsico, ultimamente.
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