Reservas internacionais de Moçambique disparam para máximos em novembro
- 20/01/2026
Estas reservas - divisas, em moeda estrangeira, necessárias à importação de bens e serviços - tinham subido 1% durante o mês de setembro, para 3.937 milhões de dólares (3.384 milhões de euros), tal como em outubro, após o máximo anterior, de 4.035 milhões de dólares (3.468 milhões de euros), em agosto.
De outubro para novembro registaram um crescimento de 3%, para valores máximos, que cobrem acima de três meses de necessidades de importações, segundo o histórico do relatório estatístico do Banco de Moçambique.
Apesar deste volume de reservas, os empresários queixam-se de falta de acesso a divisas na banca, que necessitam para importação de bens, conforme apontou em novembro o presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, Álvaro Massingue.
"A escassez de divisas é hoje uma emergência económica. Sem moeda externa, as empresas não importam matérias-primas, não cumprem contratos e não crescem. O Estado deve garantir prioridade no acesso a divisas para empresas produtoras e exportadoras e criar incentivos para quem exporta e substituir as importações", disse Massingue, na abertura da XX Conferência Anual do Setor Privado (CASP), o maior evento de diálogo público-privado e de negócios do país.
O governador do banco central, Rogério Zandamela, anunciou em 31 de julho que a instituição estava a adotar medidas para aumentar a fluidez no mercado cambial, tentando redistribuir o volume de divisas disponíveis para garantir as importações.
"Essas medidas não são mais nada que ajustar daqui, tirar daqui, certos recursos, pôr no outro e acompanhar melhor", explicou o governador, em conferência de imprensa, em Maputo, no final de uma reunião do Comité de Política Monetária (CPMO).
"Perspetiva-se um aumento da fluidez no mercado cambial. Com vista a impulsionar as vendas ao público, o Banco de Moçambique reduziu recentemente os limites de retenção diária de divisas adquiridas pelos bancos. Esta medida complementa a decisão do aumento da taxa mínima de conversão de receitas de exportação, de 30% para 50%, o que implica maior disponibilidade e acesso às divisas", acrescentou, sobre as conclusões da reunião.
Respondendo aos jornalistas, após a comunicação, tendo em conta as preocupações dos empresários com a falta de acesso a divisas, nomeadamente para garantir importações, Zandamela apontou que "havia a necessidade de ajustar certos segmentos de liquidez".
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