Republicanos instam Trump a manter "pressão máxima" contra o Irão
- 02/02/2026
O senador Lindsey Graham, da Carolina do Sul, um dos principais aliados de Trump no Senado, defendeu o fim da era da República Islâmica em detrimento de novas negociações sobre o programa nuclear iraniano, num contexto de tensões no Golfo Pérsico e de ameaças de um novo ataque norte-americano.
Graham afirmou que os protestos no Irão exigem "o fim da opressão sob o regime dos ayatollahs" e não um novo acordo nuclear, sustentando que a atual administração tornou o regime "o mais fraco desde 1979".
O senador acusou anteriores administrações democratas de terem sido enganadas por Teerão e afirmou que Trump encorajou os manifestantes ao prometer que "a ajuda está a caminho".
Outros senadores conservadores elogiaram a linha dura adotada por Washington, incluindo Rick Scott, da Florida, que afirmou que o Irão "está a cambalear" e que o regime está "aterrorizado" perante as exigências populares de liberdade.
Tom Cotton, senador pelo Arkansas, reiterou que a posição de Trump é clara e que o regime iraniano nunca terá acesso a armas nucleares, avisando que Teerão conhece as capacidades militares dos Estados Unidos.
Tim Sheehy, representante do Montana, acusou a Guarda Revolucionária iraniana de ter "sangue americano nas mãos" e afirmou que Trump "terá todo o gosto em retribuir o favor", numa referência a um possível ataque.
"Não negociamos com terroristas", declarou Sheehy, no momento em que Teerão afirma estar a examinar vários processos diplomáticos para lidar com as tensões com Washington.
A senadora Katie Britt, do Alabama, defendeu ser fundamental apoiar os iranianos que se levantam contra o regime, incluindo homens, mulheres e jovens que lutam pelas suas liberdades.
Em paralelo, o Irão tenta reduzir as tensões com os Estados Unidos através de contactos indiretos com países da região, com o objetivo de evitar uma nova guerra que possa transformar-se num conflito regional.
Teerão sustenta que é possível retomar negociações com Washington e elogia o papel de países vizinhos, criticando os países europeus por, alegadamente, agravarem as tensões.
Trump, que inicialmente ameaçou uma intervenção militar devido à repressão dos protestos no Irão, passou depois a centrar o discurso no programa nuclear iraniano, que Teerão afirma ter fins pacíficos e que foi duramente afetado por ataques aéreos israelitas e norte-americanos em junho de 2015, que causaram mais de 1.100 mortos no país.
Leia Também: Irão diz que qualquer ataque dos EUA desencadeará "guerra regional"













