Reino Unido considera banir Grok de Musk devido a sexualização de menores
- 09/01/2026
O bot de conversação de Inteligência Artificial da xAI de Elon Musk, o Grok, pode vir a ser banido no Reino Unido depois de utilizadores da rede social X o terem usado para produzir imagens sexualizadas de menores.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou em entrevista à Greatest Hits Radio que pediu ao regulador britânico de media Ofcom para avaliar a situação e que “todas as opções estão em cima da mesa”.
“É nojento”, declarou Starmer. “O X tem de ganhar juízo e remover este material. Agiremos porque, simplesmente, isto não é tolerável”.
Serve recordar que, no final de dezembro, o Grok ganhou uma capacidade que permite aos utilizadores do X editar qualquer fotografia - mesmo as publicadas por outros utilizadores - com uma simples descrição de texto. Esta novidade fez com que, a pedido dos utilizadores, o Grok começasse a produzir imagens sexualizadas de fotografias de mulheres e também de utilizadores menores.
O que diz Elon Musk?
A polémica em torno da forma como o Grok tem sido usado na rede social X levou Elon Musk - dono do X e da xAI - a dirigir uma ameaça a quem produza este tipo de imagens com recurso ao bot de conversação com Inteligência Artificial.
“Qualquer pessoa que use o Grok para criar conteúdo ilegal sofrerá as mesmas consequências como se tivesse publicado conteúdo ilegal”, afirmou Musk numa publicação partilhada na rede social X.
Em resposta a essa mesma publicação, a página dedicada a segurança do X afirmou que removerá as imagens ilegais e admitiu que poderá ir mais longe, indo até ao ponto de “suspender contas permanentemente e trabalhar com governos locais e as autoridades se for necessário”.
A mesma página oficial do X remete então os utilizadores para as políticas da plataforma, onde é indicado que a empresa tem “tolerância zero para qualquer forma de exploração sexual infantil”.
Serve recordar que o próprio Grok afirmou anteriormente que tinha "identificado falhas nas salvaguardas" do X e que iria "corrigi-las urgentemente", declarou que "o material de abuso sexual infantil (CSAM) é ilegal e proibido" e afirmou que a xAI, a sua empresa, está "comprometida em evitar estes problemas".
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