Reguladores chineses pedem a bancos que limitem exposição a dívida de EUA
- 10/02/2026
Segundo a agência financeira, que cita fontes próximas do processo, os reguladores aconselharam os bancos chineses a conter novas compras de títulos do Tesouro norte-americano e a reduzir gradualmente posições existentes de grande dimensão. A orientação foi transmitida nas últimas semanas a alguns dos maiores bancos da China.
As instruções, no entanto, não se aplicam às participações soberanas da China em dívida dos EUA, detidas por entidades como o banco central, segundo as mesmas fontes.
A recomendação foi enquadrada como uma medida de "diversificação de risco", e não como um movimento geopolítico ou reflexo de falta de confiança na solvência dos Estados Unidos.
Os reguladores não estabeleceram metas concretas sobre o volume ou o calendário de desinvestimento, acrescentaram as fontes.
Em setembro passado, os bancos chineses detinham cerca de 298 mil milhões de dólares (250 mil milhões de euros) em obrigações denominadas em dólares, de acordo com dados da Administração Estatal de Câmbio (SAFE). A proporção correspondente a títulos do Tesouro norte-americano não foi especificada.
A notícia levou a uma reação nos mercados: os juros dos títulos de referência dos EUA subiram até quatro pontos base para 4,25%, enquanto os dos títulos a 30 anos subiram três pontos, atingindo 4,88%.
A iniciativa reflete uma crescente preocupação entre os decisores chineses de que uma elevada exposição à dívida pública norte-americana possa tornar os bancos vulneráveis a oscilações abruptas do mercado. O tema tem alimentado também um debate internacional sobre o estatuto dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos como ativo de refúgio seguro.
Apesar de alguma especulação sobre uma "desvinculação silenciosa" relativa à dívida norte-americana por parte de investidores estrangeiros, não há sinais de pânico nos mercados. Um dos principais indicadores de volatilidade dos títulos do Tesouro caiu para o nível mais baixo dos últimos cinco anos.
Segundo dados oficiais mais recentes, as participações estrangeiras em dívida dos EUA atingiram um recorde de 9,4 biliões de dólares (7,9 biliões de euros) em novembro passado - mais 500 mil milhões do que no mesmo período do ano anterior.
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