Regulador britânico abre investigação ao Grok por sexualizar imagens
- 12/01/2026
A entidade reguladora pretende analisar se a rede social X, antes denominada Twitter, propriedade do multimilionário norte-americano Elon Musk, "não cumpriu as suas obrigações legais ao abrigo da Lei de Segurança Online".
Em causa estão notícias "muito preocupantes" de que a ferramenta Grok está a ser usada para "criar e partilhar imagens de pessoas sem roupa, o que pode ser considerado abuso de imagens íntimas ou pornografia, e imagens sexualizadas de crianças, o que pode ser considerado material de abuso sexual infantil".
A investigação pretende averiguar se a plataforma X tomou "medidas adequadas" para impedir que pessoas no Reino Unido vejam conteúdo ilegal, como imagens íntimas não consensuais, se o conteúdo ilegal está a ser removido "rapidamente", se os utilizadores estão a ser protegidos contra a violação das leis de privacidade e qual o risco que a Grok representa para as crianças.
O regulador britânico afirma que, se constatar que houve infração à lei, pode exigir que a empresa "tome medidas específicas para cumprir a lei ou reparar os danos causados pela infração" e impor multas de até 18 milhões de libras (21 milhões de euros) ou 10% da receita mundial qualificada, o que for maior.
Lançado em 2023 para os utilizadores da rede social X, o 'chatbot' (assistente de Inteligência Artificial) Grok tem sido alvo de críticas por criar imagens manipuladas, incluindo representações de mulheres de biquíni ou em poses sexualmente explícitas, bem como imagens que envolvem crianças.
No verão, a empresa adicionou um recurso de gerador de imagens, o Grok Imagine, que incluía um chamado "modo picante" que pode gerar conteúdo para adultos.
Indonésia e Malásia foram os primeiros países, no passado fim de semana, a bloquear o 'chatbot' Grok, da empresa xAI de Elon Musk, por considerarem a ferramenta geradora de imagens de conteúdo sexual não consensual.
A Comissão Europeia também anunciou que ia investigar casos de imagens sexuais de menores geradas pelo Grok, na sequência da introdução de uma funcionalidade que permite conteúdos manipulados ('deepfake').
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