Registadas 3.326 ocorrências referentes a cheias desde 01 de fevereiro
- 04/02/2026
Mário Silvestre precisou que em causa estão apenas situações relacionadas com a atual situação de eventuais cheias e não com a tempestade Kristin, no âmbito da qual a ANEPC já não tem "ocorrências relevantes".
Em conferência de imprensa na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras, o comandante nacional precisou que, enquanto durante a passagem da depressão Kristin as ocorrências mais frequentes foram quedas de árvores, a situação atual está "a sofrer uma inversão", com o número de inundações "a subir gradualmente".
No total, as 3.326 ocorrências entre 01 de fevereiro e as 12:00 de hoje "empenharam e estão a empenhar 11.444 operacionais e 4.575 meios terrestres".
"Estamos em nível quatro de empenhamento e vamos mantê-lo até sexta-feira, e será reavaliado nessa altura", salientou.
Mário Silvestre acrescentou que, "em princípio", o nível de empenhamento irá manter-se no fim de semana.
Entre outras medidas, o comandante nacional destacou que há meios de diversos agentes da proteção civil pré-posicionados e que há "três meios aéreos para ações de reconhecimento e avaliação" em utilização.
"O Plano Nacional de Emergência [e Proteção Civil] está ativo e temos também 77 planos de emergência municipais ativos, bem como quatro planos distritais de emergência e proteção civil", sublinhou.
Todos os distritos de Portugal continental estão hoje e quinta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros, devido à passagem da depressão Leonardo, segundo o Instituto Português e da Atmosfera (IPMA).
Em comunicado emitido na terça-feira, o IPMA informou que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com períodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte.
"Para os dias seguintes prevê-se a passagem de novas superfícies frontais e a continuação deste padrão muito instável", lê-se na nota.
Desobstruir os sistemas de escoamento de águas pluviais, evitar a permanência em áreas arborizadas e a circulação em zonas ribeirinhas vulneráveis a galgamentos costeiros, e não estacionar os carros em leitos de cheias nem atravessar zonas inundadas são algumas das recomendações da ANEPC aos cidadãos.
[Notícia atualizada às 13h57]
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