Registadas 256 ocorrências até às 10h com inundações e quedas de árvores
- 07/02/2026
De acordo com um ponto da situação feito à agência Lusa pelo comandante José Costa, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), estiveram envolvidos nas operações 934 operacionais e 300 meios terrestres.
Segundo o responsável, entre o dia 28 de janeiro, data do início da vaga de tempestades que têm assolado o país, e hoje, já se registaram 20.946 ocorrências, envolvendo 72.147 operacionais e 27.678 meios terrestres.
Os caudais dos rios com maior risco de subida continuam sob vigilância, adiantou.
Até às 19:00 de sexta-feira, 1.108 pessoas já tinham sido deslocadas das suas habitações, um pouco por todo o país, devido ao mau tempo, segundo dados avançados na altura pelo comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre.
Em conferência de imprensa, o responsável adiantou que na Lezíria do Tejo tinham sido retiradas pessoas das localidades de Caneiras, Porto da Palha e Reguengo do Alviela, enquanto no Algarve foram retiradas 11 pessoas em Enxerim, no concelho de Silves, e "foi evacuado o parque de autocaravanas de Vila Real de Santo António como medida preventiva".
Quanto a localidades isoladas, a Proteção Civil registou na Lezíria do Tejo o Cartaxo, Valada, Porto da Palha e Caneiro e na região de Coimbra a freguesia de Ereira (Montemor-o-Velho), assinalando ainda no Algarve uma família isolada em Vila do Bispo.
Em relação ao fornecimento de energia elétrica em Portugal continental, um total de 63 mil clientes da E-Redes continuava sem abastecimento elétrico às 08:00 de hoje, devido ao agravamento das condições meteorológicas causadas pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta.
Numa informação enviada à agência Lusa, a E-Redes deu nota de uma diminuição de seis mil clientes sem abastecimento elétrico, comparativamente ao último balanço, divulgado às 18:00 de sexta-feira, quando se registavam cerca de 69 mil clientes sem ligação à rede elétrica.
De acordo com a empresa, na zona mais afetada pela depressão Kristin ainda continuam sem energia 57 mil clientes, dos quais 41 mil em Leiria, 11 mil em Santarém, quatro mil em Castelo Branco e mil em Coimbra.
Portugal continental começou a sentir hoje de manhã os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou na sexta-feira à tarde para o elevado risco de inundações nos rios Vouga, Águeda, Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, durante o dia de hoje, bem como nos rios Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana, embora, nestes, com um nível de risco mais moderado.
Toda a faixa costeira e treze distritos de Portugal continental estão atualmente sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima, precipitação, vento forte e neve, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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