Raphinha 'atira-se' à Bola de Ouro: "É preciso ser amigo de quem vota"
- 10/02/2026
Raphinha foi, esta segunda-feira, galardoado com o prémio Toreski, atribuído, anualmente, pela rádio espanhola Cadena SER ao melhor jogador do mundo, e voltou a deixar bem claro que não lhe caiu nada bem o facto de ter sido 'esquecido', ora na gala da Bola de Ouro (organizada pela France Football), ora na dos The Best (realizada pela FIFA).
Quer num caso, quer no outro, o internacional brasileiro, uma das principais referências do Barcelona, não conseguiu alcançar o pódio, pelo que aproveitou a ocasião para deixar uma 'farpa' a todos aqueles que o desvalorizaram: "Parece que alguém viu os meus jogos... Está tudo bem. Para mim, o mais importante são os prémios que tenho em casa".
"Eu não devo nada a ninguém. Eu sei a temporada que fiz, e sei que foi muito injusto. No final, é algo que não controlamos. Fora do campo, não controlo nada. No final, é preciso ser amigo das pessoas que votam. Sou uma pessoa que dá as respostas em campo, e, aconteça o que acontecer, estou satisfeito com a temporada que fiz", começou por afirmar.
"A verdade é que o reconhecimento do trabalho é muito especial. No final, bem, saber que deste a tua melhor versão e receber um prémio por isso é muito gratificante. Para mim, o que conta são os prémios coletivos, que foi por isso que vim para o clube, mas, se dissesse que os prémios individuais não são importantes, estaria a mentir", prosseguiu.
"É algo de muito especial poder receber este prémio, para mim e para a minha família. Sentimo-nos muito bem acolhidos nesta cidade, que sentimos como se fosse nossa casa. É muito especial para nós, apesar de levar pouco tempo aqui", completou o avançado que, em Portugal, passou por Sporting e Vitória SC.
"Muitos foram muito injustos com Lamine Yamal"
Raphinha (que leva 13 golos e cinco assistências ao cabo de 22 jogos oficiais, na presente temporada de 2025/26) aproveitou, ainda a ocasião para sair em defesa de Lamine Yamal, no Barcelona, garantindo que o facto de ter terminado à sua frente, neste troféu individual em concreto, não causa qualquer tipo de mal-estar.
"Não, não. No final, o Lamine também é merecedor dos prémios que conquistou e dos que não conquistou, porque também creio que há muitos que foram muito injustos com ele. É um rapaz que tem muitos sonhos futebolísticos pela frente, e estou certo de que conquistará todos os prémios individuais que tem pela frente", sublinhou.
A terminar, o avançado fez questão de tranquilizar os adeptos, assegurando que está muito perto de regressar aos relvados, na sequência da lesão muscular contraída no passado dia 31 de janeiro, quando se viu obrigado a dar o lugar a Marcus Rashford, ao intervalo do triunfo sobre o Elche, por 1-3.
"Ainda não sei [quando vai regressar], mas estou a tentar recuperar o mais rapidamente possível. Sou o primeiro a não gostar de estar de fora. Não quero estar a 50%, porque sei que não vou render, por isso, vou tentar estar a 100%, o mais rapidamente possível", concluiu.
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