Quem são Anísio e Banjaqui, os miúdos que brilharam no Benfica-Estrela?
- 27/01/2026
A noite deste domingo foi repleta de emoções para dois jovens do Benfica, que foram lançados por José Mourinho no palco dos sonhos para todos os jogadores formados nas águias: o Estádio da Luz.
Falamos de Daniel Banjaqui e de Anísio Cabral, os dois miúdos da formação do Seixal que se apresentaram ao mundo benfiquista nesta 19.ª jornada e causaram impacto imediato aos adeptos presentes nas bancadas.
Ambos conquistaram os mais recentes Campeonatos do Mundo e da Europa por Portugal, sendo parte importante da seleção sub-17 comandada por Bino Maçães, que confirmou o seu totalismo no escalão de juvenis conquistando os dois maiores troféus disponíveis a jovens de tão tenra idade.
Mas foi no Estádio da Luz que os dois juniores cimentaram a sua importância para o projeto desportivo do Benfica para os próximos anos, com o minuto 84 do Benfica-Estrela da Amadora a ficar bem vidrado nas memórias de ambos, assim como de toda a nação benfiquista, que vê o seu futuro mais risonho que nunca.
Mas vamos conhcer um por um.
Anísio Cabral: O goleador felino que subiu patamares rumo ao golo na Luz
Anísio Cláudio Fernandes Reis Cabral. Este é um avançado poderoso fisicamente e que pode vir a dar muito ao Benfica nos próximos anos, seja desportiva ou financeiramente, uma vez que poderá atingir palcos de grandeza internacional.
O seu historial não é muito longo, dada a sua tenra idade, mas já conta com uma 'catrefada' de golos e é isso mesmo que gosta e sabe fazer melhor: colocar a bola no fundo das redes.
Descoberto pelo Benfica no Alta de Lisboa, foi com apenas nove anos que ingressou na formação encarnada, em 2016/17, mas percebeu-se desde cedo que não era um avançado qualquer, já que subiu rapidamente pelos escalões do Benfica com uma imagem de marca: golos.
E estes não surgiam em momentos de fragilidade dos adversários, mas sim quando mais importava. Prova disso mesmo foi o golo marcado por Anísio Cabral para dar o título de campeão do mundo a Portugal, no mais recente Mundial de sub-17, onde fez sete golos.
O mesmo aconteceu na final do Campeonato da Europa do mesmo escalão, também no ano de 2025, onde inaugurou o marcador frente à França e encaminhou a vitória do Europeu sub-17 para a seleção nacional.
Este destaque fez com que o jovem de apenas 17 anos começasse a temporada 2025/26 nos sub-19 do Benfica, onde fez quatro golos em 10 jogos, mais dois efetuados na UEFA Youth League, onde atuou apenas como suplente utilizado.
Mas isso foi suficiente para que começasse a trabalhar com os sub-23 das águias, onde foi mesmo chamado para realizar 192 minutos em três partidas por um escalão onde a idade máxima é seis anos mais velha que a de Anísio.
A sua estatura elevada, com 1,87m fez com que José Mourinho reparasse nele após o Campeonato do Mundo, mesmo não tendo feito qualquer minuto pela equipa B das águias, passando assim um patamar de eleição para formar atletas para a equipa principal.
Anísio foi o terceiro nome a ser estreado na equipa principal, depois de José Neto e Daniel Banjaqui, mas foi o primeiro a fazer golo, mostrando aptidão para, no seu primeiro toque na bola, fazer o que melhor sabe - colocar a bola no fundo das redes adversárias. E isso é um dom que não se perde, seja em que escalão for.
Daniel Banjaqui: O lateral ofensivo que tem Figo e Zidane como irmãos (e não só)
Daniel Armando Fonseca Silva Banjaqui começou a praticar futebol no Real Sport Clube, em Massamá, onde dispultou o interesse do Benfica com 11 anos. Desde 2018/19 no clube, sempre sonhou em jogar no Estádio da Luz.
A formação fez crescer um lateral que mais parecia um extremo que também defendia, tal era a propulsão ofensiva que Banjaqui dava no corredor direito e que fazia crescer 'água na boca' dos seus treinadores, uma fez que é uma receita para o sucesso.
O ala passou por todos os patamares no Benfica, até chegar à equipa principal das águias, já com um título europeu e outro mundial no 'bolso'. Fez a sua estreia frente ao Farense, nos oitavos de final da Taça de Portugal, entrando aos 88 minutos para o lugar de Gianluca Prestianni.
Mas não era esse papel que Daniel ambicionava, almejando mesmo à titularidade, que acabou por conseguir frente ao Estrela da Amadora, e logo no palco onde mais sonhava jogar, o Estádio da Luz, empolgando os adeptos com as suas investidas pela direita que causavam sempre perigo para os adversários.
Mas Daniel Banjaqui estava quase predestinado a ser jogador de futebol, visto que vem de uma família onde o amor pelo desporto rei é evidente. Se houvesse dúvidas disso, bastava ver os nomes dos seus familiares que também jogam (ou jogaram) futebol.
Dos irmãos Figo e Zidane Banjaqui aos primos Maldine e Rivaldo Semedo, talvez Daniel fosse o que menos hipóteses dessem de se fazer jogador pelo nome dado à nascença, mas a verdade é que dos quatro, apenas Zidane também chegou aos palcos profissionais, representando o Panserraikos, da Grécia, na primeira divisão desse país.
Daniel tem potencial para chegar a uma carreira ainda mais condecorada do que já tem atualmente, mas será preciso continuar a trabalhar como tem feito até ao momento.
















