Quedas de árvores e rajadas de 117 km/h. Depressão Francis arrasa Madeira
- 04/01/2026
A depressão Francis fustigou o arquipélago da Madeira entre a noite de 31 de dezembro e este sábado, causando chuva, vento e agitação marítima. Ao todo, o Serviço Regional da Proteção Civil da Madeira (SRPC) registou um total de 112 ocorrências.
Em comunicado, as autoridades detalham que a rajada máxima registada no dia 1 de janeiro foi de 114 km/h, no Caniçal. No dia 2 de janeiro, a rajada máxima foi de 101 km/h na Ponta de S. Jorge e, hoje, a rajada máxima foi registada no mesmo local, na Ponta de S. Jorge, com 117 km/h.
Na informação colocada na sua página oficial, o SRPC faz o balanço do estado de prontidão especial decorrente das condições meteorológicas adversas, que decorreu nesta região entre a 20h00 de quarta-feira e as 20h00 de hoje, indicando o envolvimento de 263 operacionais e 121 meios técnicos, tendo estado em prontidão 381 elementos de diversas forças entidades policiais e civis.
Não foram registadas vítimas resultantes destas ocorrências.
Segundo a Proteção Civil regional, foram registadas 35 quedas de árvores, 31 movimentos de massas, 12 situações de sinalização de perigo, nove quedas de redes elétricas, sete quedas de elementos e o mesmo número de remoções de elementos em perigo de queda, além de quedas de elementos (7), desabamentos (6) e quedas de estruturas temporárias (3).
Na informação, a entidade adiantou que o concelho do Funchal foi o mais afetado com 28 ocorrências, seguindo-se na lista os municípios de Santa Cruz e de Machico (19), Santana (10), Câmara de Lobos e Calheta (9), Ponta do Sol (7), Porto Moniz e São Vicente (2) que foram "prontamente resolvidas no patamar municipal".
A Proteção Civil ressalva ainda que, "apesar do desagravamento das condições meteorológicas, decorrem ainda algumas operações de reposição da normalidade pelo que deve manter-se especial cuidado e adotar comportamentos adequados em particular em zonas que tenham ficado mais vulneráveis pela sua exposição aos fenómenos dos últimos dias, nomeadamente junto a arvores ou edifícios degradados ou vertentes instáveis".
Apesar da melhoria das condições meteorológicas, a capitania do Porto do Funchal prolongou mais uma vez os avisos de agitação marítima e vento fortes para a orla costeiros mais oito horas, até às 16h00 de domingo.
Com base nas previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a capitania apontou que o vento vai soprar "muito fresco a forte, diminuído para fresco a muito fresco a partir do meio da manhã, rodando gradualmente para norte a partir do final da manhã", variando entre os 31 e os 61 quilómetros por hora.
A autoridade marítima regional acrescentou que a visibilidade no mar vai ser "boa, por vezes fraca".
Quanto à ondulação, na costa norte, as vagas são ser na ordem dos 4,5 metros, diminuindo gradualmente para 2,5 a 3,5 metros, sendo entre os 3 e os 4 metros na parte sul da ilha.
A capitania insistiu nas recomendações a toda a comunidade marítima e à população em geral para os cuidados a ter, tanto na preparação de uma ida para o mar, como quando estão no mar ou em zonas costeiras.
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