Quase um mês de buscas e nenhum sinal dos irmãos desaparecidos no Brasil
- 29/01/2026
Após quase um mês de buscas, os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos desde 4 de janeiro numa mata na zona rural de Bacabal, no estado brasileiro do Maranhão, continuam por encontrar.
A operação, que completa 26 dias esta quinta-feira, envolve meios da Polícia Civil, da Força Estadual Integrada de Segurança Pública, do Centro Tático Aéreo, do Batalhão de Choque da Polícia Militar, do Exército Brasileiro e do Corpo de Bombeiros Militar. O grupo também conta com o apoio de cães e drones.
Os trabalhos concentram-se em zonas de mata fechada, lagos e na margem oposta do Rio Mearim, onde os cães identificaram um cheiro compatível com o das crianças.
A principal linha de investigação, conforme diz a Polícia Civil, aponta para que os irmãos possam ter-se perdido na mata. Contudo, segundo o delegado-geral adjunto operacional, Ederson Martins, todas as hipóteses continuam em aberto, uma vez que não há indícios conclusivos. "Enquanto não houver mais indícios, tudo pode ter acontecido", afirmou em declarações ao g1.
Alerta do Ministério da Justiça do Brasil© Sistema Amber Alert do Ministério da Justiça Brasileiro
Há uns dias, circulou nas redes sociais o boato de que as crianças estariam num hotel no centro de São Paulo. Após terem sido enviadas uma série de equipas para o local após a denúncia, constatou-se que não se tratava de Ágatha e Allan.
Neste sentido, o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, veio esclarecer na quarta-feira que todas as informações que têm surgido são verificadas e analisadas com rigor técnico. O governante explicou que a principal linha de investigação continua a ser a de que os irmãos se perderam na mata, embora até o momento não tenham sido encontrado qualquer sinal dos dois, nem mesmo roupa ou objetos pessoais.
"Reforçamos que informações falsas ampliam a dor da família e podem configurar crime", escreveu Maurício Martins nas redes sociais.
Atenção! Atualização sobre o caso Agatha Isabelly e Allan Michael
— Maurício Ribeiro Martins (@mrmartinsma) January 26, 2026
Foi verificada a denúncia sobre o possível paradeiro das crianças em São Paulo. Uma equipe da comissão de investigação foi deslocada e atuou em cooperação com a Polícia Civil do estado, mas a informação não se…
Outra das teorias que surgiu nas redes sociais foi a de que a mãe e o padrasto teriam vendido as crianças por 35 mil reais (cerca de 5.600 euros), algo que também já foi desmentido pelas autoridades.
Segundo o delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Ederson Martins, são muitas as informações falsas que têm circulado sobre o caso, que tem gerado comoção, mas também mistério, no estado do Maranhão e em todo o Brasil.
Ainda de acordo com o delegado, a mãe e o padrasto das crianças não são suspeitos na investigação, pois não há, até o momento, nada que indique que praticaram crimes contra os meninos.
Àgatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, sairam no dia 4 de janeiro para brincar na rua com o primo Anderson Kauã, de 8 anos.
Três dias após o desaparecimento, o menino mais velho foi encontrado por trabalhadores rurais, sem roupa e desorientado, a 4 quilómetros do local do desaparecimento. Esteve hospitalizado até ao fim de semana passado.
Exames feitos confirmam que o menino não sofreu violência sexual, mas os contornos do caso continuam por esclarecer e os primos continuam em parte incerta.














