Quase metade das 168 pessoas raptadas em igrejas na Nigéria regressaram
- 03/02/2026
"Sim, confirmámos que 80 fiéis regressaram às suas casas", disse à agência EFE, por telefone, o porta-voz da polícia de Kaduna, Mansur Hassan.
O chefe da localidade de Kurmin Wali, Ishaku Danazumi, tinha igualmente confirmado este número a meios de comunicação locais, explicando que as vítimas conseguiram escapar e regressar às suas casas pouco depois do rapto, mas permaneceram escondidas durante vários dias por receio de serem novamente sequestradas.
Segundo detalhou à EFE o presidente da Associação Cristã da Nigéria nos estados do norte, John Hayyab, os ataques ocorreram no passado dia 18 de janeiro quando homens armados atacaram simultaneamente três igrejas no norte do país.
De acordo com Hayyab, os assaltos ocorreram enquanto uma igreja evangélica e duas igrejas católicas celebravam os seus serviços dominicais.
Hoje, o presidente da CAN em Kaduna, Caleb Maaji, disse à EFE que a organização ainda não conseguiu confirmar o regresso dos fiéis. "Precisamos de algum tempo para confirmar", afirmou.
Alguns estados da Nigéria, sobretudo no centro e no noroeste do país, são alvo de ataques frequentes por parte de "bandidos", termo usado para designar grupos criminosos responsáveis por assaltos e raptos em massa com pedido de resgate - uma prática proibida no país.
A esta situação de insegurança junta-se a atividade do grupo rebelde Boko Haram no nordeste da Nigéria e, desde 2016, da sua dissidência, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP).
Leia Também: Presentes a tribunal suspeitos de ataque na Nigéria que fez mais de 150 mortos













