PS saúda acordo "importantíssimo" no plano geopolítico e geoeconómico
- 12/01/2026
"Trata-se de um acordo importantíssimo no plano geopolítico e no plano geoeconómico, sobretudo no contexto internacional atual, em que temos necessidade de procurar novas parcerias com outras regiões do mundo", afirmou o PS, numa nota assinada pelo secretário nacional para as relações internacionais, Francisco Assis.
A mesma nota realça que se trata de um dos maiores acordos comerciais de sempre, abrangendo mais de 700 milhões de pessoas, e que se vai traduzir "em avanços significativos para a economia de ambos os blocos comerciais".
Em 2024, refere o PS, o comércio da UE com o Mercosul ascendeu a mais de 111 mil milhões de euros, sendo o bloco comunitário europeu o maior investidor nos países do Mercosul, com um volume de investimento de cerca de 390 mil milhões de euros em 2023.
"Estima-se que este acordo represente uma poupança de quatro mil milhões de euros em direitos de exportação por ano às empresas europeias", apontou o PS, lembrando ainda que se prevê que as exportações da UE para o Mercosul aumentem quase 50 mil milhões de euros até 2040 e que as exportações do Mercosul aumentem até 9 mil milhões de euros.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assinará no sábado, 17 de janeiro, o tratado de livre comércio com o Mercosul, após 'luz verde' da UE ao avanço deste importante acordo comercial com o bloco sul-americano, apesar da oposição de vários países, nomeadamente França, Hungria, Polónia, Irlanda e Áustria.
Fruto de mais de 25 anos de negociações, este acordo é considerado pelos seus defensores como essencial para estimular as exportações, apoiar a economia do continente e reforçar os laços diplomáticos num contexto de incerteza global.
No entanto, o acordo suscitou protestos por parte dos agricultores, que temem um afluxo de carne bovina e outros produtos baratos provenientes da América do Sul.
Manifestações ocorreram em vários países europeus para protestar contra este tratado entre a UE, a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai, que criará uma das maiores zonas de comércio livre do mundo.
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, já tinha anunciado que o acordo seria assinado no próximo sábado.
O Paraguai ocupa atualmente a presidência rotativa do Mercosul.
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