Protestos na Geórgia assinalam um ano de rutura com UE
- 28/11/2025
Os manifestantes concentraram-se em frente ao Parlamento, empunhando bandeiras da União Europeia (UE), dos Estados Unidos, da Ucrânia e da Geórgia e entoando palavras de ordem contra o Governo.
Um forte dispositivo policial acompanhou a manifestação nas imediações do Parlamento e de edifícios governamentais, sem registo de incidentes.
A contestação teve início há um ano, quando o primeiro-ministro georgiano, Irakli Kobakhidze, anunciou a suspensão do processo de aproximação a Bruxelas.
As manifestações mais violentas ocorreram em dezembro do ano passado, com mais de 500 manifestantes e 170 polícias feridos e dezenas de detenções.
Em outubro, durante as eleições municipais, apoiantes da oposição tentaram invadir o palácio presidencial, ação que resultou em novas detenções.
A líder da oposição Tinatin Bokuchava acusou o partido no poder, Sonho Georgiano, de quebrar a escolha europeia do país e avisou que os protestos vão continuar.
A Geórgia é oficialmente candidata à adesão à União Europeia desde dezembro de 2023, um passo consagrado na Constituição do país.
A ministra dos Negócios Estrangeiros, Maka Bochorashvili, assegurou que a Geórgia estará mais preparada para aderir à UE até 2030 do que outros candidatos ao alargamento da comunidade.
O Governo da Geórgia acusa Bruxelas de ter congelado o diálogo após críticas às leis sobre financiamento estrangeiro e à proibição da propaganda LGBT.
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