Proteção Civil pede retirada de bens e animais de zonas sujeitas a cheias

  • 30/01/2026

"O que se pede aos cidadãos é que, de alguma forma, nas zonas do Mondego e do Tejo, retirem todos os bens e todos os animais que estejam em zonas potencialmente inundáveis", adiantou Mário Silvestre, numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras.

 

Segundo referiu, trata-se de "antecipar um problema" através da adoção de medidas preventivas nas áreas que estão sujeitas a ser inundadas, apontando o exemplo de vários parques de estacionamentos que estão em leitos de cheia.

O comandante nacional da Proteção Civil salientou que estas recomendações se aplicam também às populações dos meios urbanos, tendo em conta que, com base nas previsões de chuva para a próxima semana, não está excluída a possibilidade de inundações rápidas em zonas urbanas.

"Estamos preparados para a eventualidade de alguma situação que corra menos bem", assegurou Mário Silvestre, adiantando que está a ser aprontado um conjunto de meios, como embarcações e bombas de alta capacidade, para que possam ser movimentados em caso de necessidade.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um período prolongado de chuva a partir de domingo em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias e que têm atualmente os solos saturados.

Na conferência de imprensa de hoje, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) afirmou que tem os próximos dois dias para preparar as albufeiras para a próxima semana, que será "muito complicada" face à previsão de chuva em todo o território continental.

"Vamos ter uma semana muito complicada e temos dois dias, que é a nossa janela de tempo, para nos prepararmos para esta semana muito difícil", referiu José Pimenta Machado.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

Leia Também: Comissão Nacional de Emergência e Proteção e Civil reúne-se no domingo

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/pais/2929724/protecao-civil-pede-retirada-de-bens-e-animais-de-zonas-sujeitas-a-cheias#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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