Propositado ou não? Brahim falhou penálti e acabou em lágrimas
- 19/01/2026
Brahim Díaz foi uma das grandes figuras da final da Taça das Nações Africanas, disputada na noite de domingo e que consagrou o Senegal como o novo campeão africano. O craque da seleção de Marrocos esteve em foco ao falhar uma grande penalidade - e há quem diga que falhou propositadamente.
A forma como bateu o penálti, ao 24.º minuto dos descontos (!) ao estilo Panenka tem dado muito que falar, bem como a defesa fácil de Mendy e a forma como os jogadores do Senegal não celebraram.
Pelo mundo fora sucedem-se as reações e não faltam críticas para o jogador marroquino do Real Madrid.
"Não é o Zidane, não é o Ronaldo e não é Hakimi. Não tem esse estatuto. Podia até marcar cinco golos, mas isto é extremamente doloroso", atirou Khalid Boulahrouz, antigo defesa neerlandês, que passou pelo Sporting, com origem marroquina, citado pelo AS.
Também Régis Brouard, treinador e atual comentador da RMC Sport, visou diretamente Brahim.
"Reprovarei isto para o resto da minha vida. Marcar um penálti assim é uma falta de respeito para com o jogo, com a final e com o continente africano. Uma falta de respeito para com o treinador e com a sua equipa", vincou Brouard.
Mendy negou facilidades
Do outro lado, Mendy, guarda-redes do Senegal, descartou a ideia de que Brahim quis desperdiçar a grande penalidade, sublinhando que os jogadores das duas seleções sabiam o que estava em causa.
"Claro que não [foi de propósito]. Temos de ser sérios. A sério que alguém pensa que a um minuto do apito final e com um país inteiro a esperar por este título há 50 anos podemos concordar com isto? Ele quis marcar assim e eu fiz o meu trabalho, travando [a bola]. Nada mais", atirou Mendy.
De lágrimas na hora de receber troféu individual
Curiosamente, Brahim foi substituído em pleno prolongamento, talvez num gesto de reprovação do selecionador de Marrocos, e mostrou-se muito cabisbaixo tanto no banco de suplentes como na hora de subir a palco para recolher o prémio de melhor marcador da competição - cinco golos.
De lágrimas nos olhos, o jogador de 26 anos foi consolado por compatriotas e até por Gianni Infantino, presidente da FIFA, que lhe entregou o troféu individual, mas a tristeza nunca desapareceu.
Nascido em Espanha, Brahim optou por representar a seleção de Marrocos, contrariando o exemplo de Lamine Yamal, que escolheu vestir a camisola de Espanha, e estava a ser uma das grandes figuras desta Taça das Nações Africanas, mas acaba por ficar ligado a um dos piores momentos da história da sua seleção e logo... em casa.














