Produção industrial da China cresceu 5,9% em 2025
- 19/01/2026
Em dezembro, a produção industrial aumentou 5,2%, em termos homólogos, superando tanto a leitura do mês anterior (4,8%) como as expectativas dos analistas, que previam uma subida, embora mais moderada, de cerca de 5%.
Ao longo de 2025, o setor com maior crescimento na produção foi a indústria transformadora (+6,4%), seguido pelo mineiro (+5,6%) e o setor de produção e fornecimento de eletricidade, aquecimento, gás e água (+2,3%).
Em comunicado, o Gabinete Nacional de Estatísticas da China (GNE) destacou alguns segmentos específicos que registaram aumentos expressivos na produção, como as impressoras 3D (+52,5%), os robots industriais (+28%) e os veículos elétricos (+25,1%).
A instituição divulgou também outros dados estatísticos, como o das vendas a retalho, um indicador-chave do estado do consumo, que cresceu 3,7%, em termos homólogos, em 2025. Embora esta taxa seja 0,2% superior à do ano anterior, permanece muito aquém do nível de 2023, quando aumentou 7,2%.
A taxa de dezembro, em particular, espelhou os problemas no consumo interno: abrandou de 1,3% para 0,9%, em termos homólogos, quando os especialistas esperavam apenas uma ligeira desaceleração para cerca de 1,2%.
A taxa oficial de desemprego situou-se nos 5,1% no final de dezembro, o mesmo valor do mês anterior. Ao longo de todo o ano, registou uma média de 5,2%, dentro dos limites estabelecidos por Pequim, que fixou um máximo de 5,5% para 2025.
O investimento em ativos fixos passou de um crescimento de 3,2% em 2024 para uma queda de 3,8% em 2025, pressionado sobretudo -- mas não exclusivamente -- pelo colapso do investimento em promoção imobiliária, que afundou 17,2%, no contexto da prolongada crise do setor.
No que diz respeito aos dados da área imobiliária, o GNE indicou que as vendas comerciais de imóveis, medidas pela área de terreno, caíram 8,7% em termos homólogos -- uma taxa inferior à do ano passado, mas que aprofunda a tendência negativa do setor: -24,3% em 2022, -8,5% em 2023 e -12,9% em 2024.
Os outros dois segmentos analisados pelo GNE também registaram um desempenho significativamente pior em relação a 2024: o investimento na indústria transformadora cresceu apenas 0,6% (aumentou 9,2% no ano anterior), e o investimento em infraestruturas passou de um aumento de 4,4% para uma queda de 2,2%.
O investimento em ativos fixos, excluindo o setor imobiliário -- uma métrica alternativa que mostrou resultados positivos nos últimos tempos -- registou uma queda de 0,5% no ano agora terminado.
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