Produção da estatal brasileira Petrobras cresce 11% e atinge recorde em 2025
- 16/01/2026
O aumento representa um desempenho 2,8 pontos percentuais acima do limite superior da meta estabelecida pela empresa no plano estratégico para 2025-2029 (+4%), segundo um comunicado divulgado na quinta-feira.
A maior empresa do Brasil registou também recordes históricos de produção anual nos campos do pré-sal, localizados em águas profundas do oceano Atlântico, que representaram 82% da produção total em 2025.
A produção do pré-sal teve uma média de 2,45 milhões de barris de petróleo e gás natural por dia.
A Petrobras salientou que o crescimento refletiu a entrada em funcionamento de duas novas plataformas em 2025.
As novas unidades são a Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, e a Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, que se tornou a plataforma de maior produção do país, com uma média de 240 mil barris de petróleo por dia em novembro e dezembro.
A empresa estatal, com ações negociadas nas bolsas brasileira, de Nova Iorque e de Madrid, avançou também no aumento da capacidade e da produção de outras três instalações petrolíferas e elevou a produção do campo de Búzios para uma média de um milhão de barris por dia em seis plataformas.
Em 02 de dezembro, o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou novos investimentos da Petrobras, no valor de 12 mil milhões de reais (1,97 mil milhões de euros), que permitirão ampliar a capacidade de processamento da maior refinaria do país.
A Petrobras, sozinha ou em consórcio com outras empresas, é de longe a maior produtora de hidrocarbonetos do Brasil, sendo responsável por cerca de 90% de todo o petróleo e gás extraído no Brasil.
O Brasil, um dos dez maiores produtores de crude do mundo, produziu em outubro uma média recorde de 5,255 milhões de barris diários de petróleo e gás natural, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo.
Em outubro, após cinco anos para obter autorização, a Petrobras iniciou operações de perfuração numa zona marítima próxima da Amazónia, cuja exploração é apoiada pelo presidente Lula apesar das críticas dos ambientalistas.
A operação está localizada numa vasta região submarina chamada Margem Equatorial, a cerca de 500 quilómetros da foz do Amazonas, onde a vizinha Guiana descobriu enormes reservas de petróleo.
A concessão da licença indignou as organizações de defesa do ambiente, que alertaram para um risco numa região rica em biodiversidade, ao largo da maior floresta tropical do mundo.
Segundo as organizações, este projeto petrolífero é o símbolo das contradições de Lula, que quer ser ao mesmo tempo pioneiro na luta contra as alterações climáticas e na defesa da floresta amazónica.
O Presidente de esquerda apoiou o projeto, argumentando que a exploração de petróleo e gás natural é necessária para financiar a transição energética.
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