Procuradoria de Tripoli vai investigar morte do filho de Muammar Kadhafi
- 04/02/2026
Tripoli, 04 fev 2026 (Lusa) - A Procuradoria-Geral de Tripoli anunciou uma investigação à morte do filho do antigo líder da Líbia Muammar Khadafi, confirmando que foi vítima do disparo de uma arma de fogo.
As autoridades judiciais de Tripoli afirmaram ainda que uma equipa policial, acompanhada por médicos legistas e especialistas, deslocou-se terça-feira a Zintan, oeste da Líbia, e já examinou o corpo da vítima.
Saif al-Islam Kadhafi tinha 53 anos e era que considerado o provável sucessor do seu pai, Muammar Kadhafi (1942-2011), morto pelas forças da oposição durante a primeira guerra civil da Líbia.
O advogado de Seif al-Islam Khadafi, o francês Marcel Ceccaldi, disse à agência France-Presse que o cliente foi morto na casa onde residia por "um comando de quatro pessoas", que ainda não foram identificadas.
Segundo a Procuradoria, os especialistas forenses constataram que a "vítima foi mortalmente ferida por um disparo de arma de fogo".
Na sequência da investigação foi instaurado um processo-crime para tentar identificar e localizar os suspeitos.
Até ao momento não se conhecem detalhes sobre a realização, local e dia, do funeral de Saif al-Islam Kadhafi.
O filho do antigo ditador da Líbia era procurado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade tendo sido detido em Zintan, no sul do país, em 2011.
Em 2015 Saif al-Islam Kadhafi foi condenado à morte após um julgamento sumário mas foi posteriormente amnistiado.
Até terça-feira, data da morte, o paradeiro de Saif al-Islam Kadhafi era desconhecido.
Desde a queda do regime de Muammar Kadhafi, em 2011, a Líbia enfrenta graves crises políticas e instabilidade.
Duas administrações rivais disputam o poder: o Governo Nacional, sediado em Tripoli, liderado por Abdelhamid Dbeibah e reconhecido pelas Nações Unidas; e uma administração em Benghazi (leste), controlada pelo marechal Khalifa Haftar que expandiu a presença militar para o sul do país.
Até ao momento, as autoridades líbias, tanto no leste como no oeste, não se pronunciaram sobre a morte do filho do antigo ditador.
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