Primeiro-ministro admite novas ruturas no dique junto a Coimbra
- 11/02/2026
Numa conferência de imprensa na Proteção Civil de Coimbra, onde hoje um dique rebentou na margem direita do rio Mondego, nos Casais, junto ao viaduto da autoestrada 1 (A1), Luís Montenegro destacou que novas ruturas poderão ocorrer e ser prejudiciais para as populações nos perímetros mais expostos a estas cheias.
"Isto provocará naturalmente um efeito de cheia, que será um efeito lento, que já está a começar a atingir populações, quer no concelho de Coimbra, quer de Montemor-o-Velho. Por isso, não quero deixar de alertar para a possibilidade de outras ruturas poderem vir a acontecer nas próximas horas", disse o responsável.
Todos os cidadãos devem respeitar as instruções dos elementos das autoridades, nomeadamente se lhes for pedido que abandonem as habitações, apesar dos incómodos e inconvenientes que isso traz à vida das pessoas, porque as autoridades estão "mesmo a tratar da segurança das pessoas em primeiro lugar e, naturalmente, também da segurança dos seus bens", acrescentou.
"Temos ainda pela frente horas de precipitação intensa", salientou o governante.
Luís Montenegro destacou ainda que na quinta-feira poderá haver um desagravamento da chuva, "mas isso não vai diminuir a necessidade de vigilância", uma vez que na noite de quinta para sexta-feira está prevista novamente precipitação forte que pode afetar a resistência do dique que liga Coimbra à Figueira da Foz.
O primeiro-ministro saudou também a atitude preventiva das autoridades e autarcas e afirmou que "todo o dispositivo que o Estado tem está no terreno".
"É uma situação, de facto, muito exigente, temos noção disso, mas quero deixar uma palavra de tranquilidade e serenidade, porque todo o dispositivo que o Estado português tem está no terreno, toda a cooperação e articulação entre todas as forças está a acontecer", disse.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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