Primeira visita do presidente da OSCE a Moscovo desde invasão da Ucrânia
- 06/02/2026
"Não podemos avançar com monólogos de ambas as partes", declarou Cassis, vice-presidente e ministro dos Negócios Estrangeiros suíço, numa conferência de imprensa após regressar a Viena, sede da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).
Cassis e o secretário-geral da OSCE, Feridun Hadi Sinirlioglu, da Turquia, reuniram-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, na quinta-feira à noite e hoje de manhã, durante duas horas em cada encontro, precisou o responsável.
Nas reuniões, "os dois dirigentes da OSCE insistiram na necessidade de pôr fim à guerra na Ucrânia, sublinhando o elevado custo humano que a guerra continua a causar", indicou a OSCE num comunicado.
Na segunda-feira, os dois responsáveis tinham-se encontrado com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Kiev.
"O que fizemos foi dar o primeiro passo, demonstrar vontade de dialogar e dizer: 'Estamos aqui, e estamos aqui para falar e para vos ouvir'", disse Cassis, que está a tentar reinserir a organização, nascida da Guerra Fria, na arena diplomática.
É necessário "recordar às pessoas que esta organização existe e perguntar" aos seus 57 Estados-membros "se querem ou não utilizá-la", insistiu Cassis, mencionando também os países da União Europeia e da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).
"A OSCE tem experiência e conhecimento especializado; seria capaz de conduzir uma missão de monitorização e verificação no âmbito de um cessar-fogo, para a gestão do pós-guerra", sublinhou.
A missão de observação da OSCE enviada para o leste da Ucrânia em 2014 retirou-se apressadamente do país após o início da invasão, em 2022.
Três elementos ucranianos da sua equipa, sob mandato oficial, foram detidos e depois condenados por espionagem e continuam na prisão na Rússia.
"Houve alguns progressos e espero que vejamos resultados nas próximas semanas. É algo que acompanharei de perto nos próximos dias", disse Sinirlioglu, referindo-se às negociações para a libertação desses três ucranianos.
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