Presidente indonésio assina acordo comercial com Trump em Washington
- 19/02/2026
Os detalhes não foram imediatamente divulgados, mas os países tinham chegado a um acordo comercial preliminar no verão, no qual a maior economia do sudeste asiático eliminaria as tarifas sobre a maioria dos produtos norte-americanos, enquanto os EUA fixariam as tarifas sobre os produtos indonésios em 19%.
Esta é a mesma taxa aplicada ao Camboja e à Malásia, noticiou a agência Associated Press (AP).
As empresas indonésias e norte-americanas também fecharam 11 acordos esta semana, no valor total de 38,4 mil milhões de dólares, incluindo compras de soja, milho, algodão e trigo dos EUA, cooperação em minerais críticos e recuperação de campos petrolíferos, e joint ventures em chips de computador.
"Negociámos intensamente nos últimos meses e acredito que chegámos a um sólido entendimento sobre muitas questões", frisou Prabowo na quarta-feira na Câmara de Comércio dos EUA.
Um comunicado da Casa Branca classificou o acordo como excelente.
"Ajudará ambos os países a reforçar a segurança económica, a promover o crescimento económico e, assim, conduzir continuamente à prosperidade global", destacou a Casa Branca.
O acordo foi assinado no mesmo dia em que Prabowo, líder do país muçulmano mais populoso do mundo, reiterou o seu compromisso, na reunião do Conselho de Paz, de enviar 8.000 soldados ou "mais, se necessário" para uma força internacional de estabilização em Gaza.
As empresas indonésias acordaram também esta semana comprar 1 milhão de toneladas de soja, 1,6 milhões de toneladas de milho e 93 mil toneladas de algodão aos EUA.
Comprometeram-se ainda a comprar até 5 milhões de toneladas de trigo norte-americano até 2030.
Os países concordaram em cooperar em relação aos minerais críticos, embora os detalhes não tenham sido divulgados imediatamente.
Washington procura a concordância da Indonésia para levantar as restrições às exportações de minerais críticos, o que, segundo a administração Trump, poderá proteger os fabricantes norte-americanos de perturbações na cadeia de abastecimento.
O Governo Trump tem procurado defender-se do domínio da China sobre os principais elementos necessários para tudo, desde caças a smartphones.
Na reunião do Conselho de Paz, Trump classificou o Vietname como "incrível como país e como força" e disse ao líder To Lam que era "uma grande honra" ter a sua presença.
A visita de Lam aos EUA é a primeira desde que foi reeleito chefe do Partido Comunista do Vietname, no mês passado.
Normalmente, a China é uma paragem inicial, em reconhecimento dos laços ideológicos entre os países e do estatuto de Pequim como o maior parceiro comercial do Vietname.
Lam visitou a China em agosto de 2024, antes de viajar para os EUA durante o seu primeiro mandato.
Os analistas afirmam que a visita de Lam aos EUA antes da sua viagem a Pequim representa uma mudança assinalável na sequência dos acontecimentos.
Hanói descreve a sua política externa como independente e equilibrada entre as grandes potências.
As negociações comerciais entre o Vietname e os Estados Unidos estão em curso, depois de a administração Trump ter imposto tarifas de 20% sobre as exportações vietnamitas.
A sexta e última ronda de negociações foi concluída no início de fevereiro.
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