Presidenciais. PAN desafia Montenegro a sair da "capa de neutralidade"
- 21/01/2026
"Quando estamos a falar em escolher um candidato que neste momento representa os três Salazares, a política do populismo e da degradação das instituições e um candidato que efetivamente até pode garantir uma estabilidade democrática, o respeito pelas instituições e até mesmo a própria estabilidade governativa, eu não vejo bem onde é que está a dúvida", desafiou Inês Sousa Real.
Num tema que já tinha sido abordado por várias bancadas no debate quinzenal no parlamento, a deputada única do PAN apelou a Montenegro a que, "a bem do país", saia da "capa da neutralidade", considerando que o "não é não" que disse ao Chega ameaça passar a "pronto, talvez".
Na resposta, Luís Montenegro considerou ter sido acusado no debate "de uma coisa e o seu contrário".
"Eu já fui acusado de ter participado excessivamente na primeira volta da campanha eleitoral. A sra. deputada acabou de dizer que, nas últimas semanas, eu tenho sido muito neutral", afirmou, nada acrescentando sobre a posição que definiu na noite eleitoral e que passa por o PSD não declarar apoio político a nenhum dos dois candidatos que passaram à segunda volta, António José Seguro e André Ventura.
O chefe do Governo reiterou ainda a disponibilidade do Governo para executar, do ponto de vista procedimental, qualquer alteração que o parlamento decida fazer quanto ao voto dos emigrantes em eleições presidenciais.
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