Presidenciais: "Eu vou agregar a Direita a partir de hoje"
- 18/01/2026
"Eu vou agregar a direita a partir de hoje", disse André Ventura, que falava aos jornalistas à chegada ao hotel em Lisboa onde está a acompanhar a noite eleitoral.
Para o líder do Chega, as projeções indicam que será "o novo líder da direita em Portugal", reiterando, tal como o fez durante a campanha, que na segunda volta irá apelar "a todo o povo não socialista" para votar contra uma candidatura apoiada pelo PS.
"Hoje é importante dizer que o socialismo não deve continuar a ser poder em Portugal. Ora, numa direita fragmentada, nós temos que medir o reconhecimento do nosso trabalho pelos eleitores, por quem liderar essa direita. O facto de os eleitores me terem dado, segundo todas as projeções que vi, a liderança dessa direita deixa-me muito orgulhoso, muito orgulhoso", afirmou.
Em declarações aos jornalistas, Ventura considerou que a direita ganhou a primeira volta das eleições presidenciais, apontando para os resultados dos diferentes candidatos desse espetro político.
"A direita hoje ganhou as eleições, claramente. O número de candidatos à direita tem mais votos do que os candidatos à esquerda. Isto significa uma coisa: Quem hoje liderar a direita para a segunda volta tem a maior probabilidade de poder vencer", vincou.
Nesse sentido, o líder do Chega disse que irá começar a trabalhar a partir de segunda-feira numa "alternativa agregadora, unida" da direita para se vencer "o socialismo".
O candidato presidencial, que atacou os candidatos Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS-PP) e Cotrim de Figueiredo (apoiado pela IL) e o primeiro-ministro e líder dos sociais-democratas na campanha, insistiu que o seu trabalho, a partir de hoje, é "agregar" a direita numa única candidatura.
O candidato escusou-se a responder a perguntas sobre um eventual apelo a um apoio do PSD e da Iniciativa Liberal, e, quando questionado sobre se já teria ligado ao líder dos sociais-democratas, Ventura disse apenas que ainda nem à sua mãe tinha conseguido ligar.
André Ventura reiterou que, perante uma "direita fragmentada" nesta primeira volta, o país terá de decidir "se quer voltar com o socialismo para o poder ou se não quer".
"A luta com o socialismo vai começar agora, na segunda volta", disse, reclamando, por diversas vezes, a liderança do espaço da direita.
O candidato, que fez a campanha ao som de cânticos "A 18 de janeiro, Ventura em primeiro", recusou também admitir um resultado longe daquilo que eram as suas expectativas, depois de ter traçado como objetivo ficar em primeiro por "larguíssima margem".
No início da campanha, assim que as sondagens começaram a indicar uma possível segunda volta entre o líder do Chega e Seguro, André Ventura começou por remeter para "a consciência" do primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, um eventual apoio à sua candidatura contra António José Seguro.
Contudo, uns dias depois, disse não querer o seu apoio e, num jantar-comício em Coimbra, foi mais longe, desafiando Luís Marques Mendes e João Cotrim de Figueiredo a dizer "que se lixe" o social-democrata.
No último dia de campanha, Ventura disse esperar que os líderes do PSD e da IL não obstaculizassem uma vitória sua que impedisse o socialismo de regressar ao Palácio de Belém.
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