"Precisamos de meter mãos-à-obra, de nos organizarmos, sermos coesos"
- 02/01/2026
"Nós temos tudo para desenvolver essa economia, só precisamos de meter mãos-à-obra, de nos organizarmos, sermos coesos. Para mim a Presidência [da República] é isso", disse o candidato em Portimão, no distrito de Faro.
Em declarações aos jornalistas no final de uma visita ao Centro de Apoio a Idosos de Portimão, Henrique Gouveia e Melo afirmou que o país, com cerca de 18% da população empobrecida, tem de desenvolver a sua economia e "preocupar-se com os seus pobres, uma pobreza estrutural que passa de geração em geração".
"Sou um candidato diferente, independente e quero contribuir para um Portugal diferente. Um Portugal que está preocupado com os jovens e com os idosos que têm de ter dignidade, um país preocupado com a sua classe média, que é quem faz verdadeiramente a coesão do país", destacou.
Gouveia e Melo disse que a mensagem que quer deixar para o novo ano é que, para si, "a Presidência é coesão nacional e motivação para, em conjunto, com todos os portugueses para todos os portugueses, porque é isso que devemos fazer".
"Há esperança, ela só depende de nós. Depende da nossa capacidade de organização, da nossa determinação e vontade em fazer bem e de olhar para o interesse comum, acima dos interesses privados e particulares", apontou.
Segundo Gouveia e Melo, a sua mensagem para o novo ano, "é basicamente a continuação da mensagem do senhor Presidente da República [Marcelo Rebelo de Sousa]", quando instado pelos jornalistas a reagir à mensagem de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa.
"Acho que a verdadeira interpretação da mensagem e, aí estou de acordo com o senhor Presidente da República, congratulo-me por ele ter dito isto, a verdadeira mensagem é que a governação é para todos, com todos. Não para interesses, para pequenos grupos, mas sim para o interesse comum, de Portugal e dos portugueses", sublinhou.
O candidato considerou importante que Marcelo Rebelo de Sousa tenha sinalizado na sua mensagem de Ano Novo "a esperança de que todos queremos ver e viver num Portugal diferente".
"Eu quero ver um Portugal diferente e foi para isso que lutei nas Forças Armadas, que estive disposto a sacrificar a minha e é para isso que quero lutar outra vez, Seja eu ou outro qualquer, nós temos de ter um país mais coeso, com uma economia mais diferenciada, mais especializada, com maior valor acrescentado e maior produtividade para termos também um Estado social que possa dar respostas como estas que são dadas aqui [no Centro de Apoio a Idosos]", notou.
Para construir um Portugal diferente e "menos deprimido" Gouveia e Melo reafirmou a necessidade "de meter mãos-à-obra e acreditar", recordando o período da pandemia de Covid-19 "quando havia uma grande incerteza em Portugal".
"Fomos atacados por um vírus que deixou o mundo numa incerteza tremenda e, nós portugueses, unidos, organizados e competentes, fomos os primeiros a combater essa pandemia em termos da vacinação com sucesso que salvou milhares de vidas", concluiu.
Questionado sobre a entrevista ao semanário Nascer do Sol em que referiu que o candidato presidencial Marques Mendes tinha sido apanhado em escutas num processo de obtenção de Vistos Gold, Gouveia e Melo escusou-se a falar "mais do assunto".
"Sinalizei um problema de opacidade e a partir daí o problema não é meu, mas do povo português e na sua relação com o candidato e do candidato com o povo português. Não vou voltar a insistir mais nisto. A partir de agora estou preocupado com a mensagem positiva que os portugueses querem", concluiu.
Henrique Gouveia e Melo termina a sua deslocação ao Algarve com um jantar com apoiantes num restaurante na zona ribeirinha de Portimão.
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