Prado vai tomar medidas para visita a museu não ser "metro em hora de ponta"
- 14/01/2026
"Não queremos que ir ao Prado seja como apanhar o metro em hora de ponta", afirmou hoje o diretor do Museu Nacional do Prado, Miguel Falomir, numa conferência de imprensa em Madrid para apresentar a programação e o plano de atividades da instituição para 2026.
O Prado é o museu de arte mais visitado de Espanha e está entre os 15 mais visitados do mundo, segundo o The Art Newspaper.
Os 3,5 milhões de visitantes em 2025 foram um recorde na história do Prado, mas é também é um número preocupante para os responsáveis do museu que preparam medidas para permitir que os visitantes possam apreciar as obras expostas sem terem de enfrentar com "um mar de cabeças e de braços".
Miguel Falomir disse que o Prado "não precisa de mais" visitantes e que o grande problema dos museus atualmente, chegando em alguns casos "ao nível do delírio", é terem salas saturadas e outras quase vazias.
O diretor do Prado disse que não se pode obrigar as pessoas a fazer um determinado percurso ou cronometrar o tempo que cada visitante permanece em frente de um quadro, mas estão a ser estudadas medidas "para otimizar" os recursos do museu, assim como preservar e manter outras já em vigor, como a proibição de tirar fotografias.
As medidas estão a ser estudas e serão apresentadas no âmbito do "Projeto Anfitrião" e passam, entre outras coisas, pela otimização dos vários acessos ao museu para orientar fluxos de visitantes ou redimensionar o número de pessoas que podem integrar as visitas de grupo.
"São medidas não só para evitar o colapso [do museu] como para, além disso, [a visita] ser uma experiência gratificante", afirmou.
Miguel Falomir sublinhou que a maioria dos visitantes do Prado, criado em 1819, vai ao museu por causa da coleção permanente, que integra obras de grandes nomes da pintura como El Bosco, Tiziano, El Greco, Rubens, Velázquez ou Goya.
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