Portuguesa entre os mortos de bar na Suíça. Quem era Fany Magalhães?
- 05/01/2026
O Governo português confirmou no domingo, 4 de janeiro, a morte da cidadã portuguesa que estava desaparecida após o incêndio ocorrido numa estância de esqui em Crans-Mointana, na Suíça, na noite da passagem de ano.
Na sexta-feira, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa já tinha anunciado o desaparecimento da jovem, revelando tratar-se de Fany Magalhães, uma jovem de 22 anos, residente em Crans-Montana, com raízes em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.
Quem era Fany Magalhães?
Entretanto, surgiram várias informações sobre a jovem portuguesa em diferentes meios de comunicação social.
De acordo com o Correio da Manhã, Fany Magalhães era professora, recém-formada, e adepta do FC Porto.
No local da tragédia foi colocado, inclusive, um cachecol alusivo ao seu clube do coração, assim como várias fotos da mesma, entre as quais de uma das suas melhores amigas.
"Amo-te muito", lê-se na imagem das duas jovens.
Segundo o matutino, a amiga de Fany escreveu-lhe mesmo um texto a pedir desculpas. Nessa declaração, a jovem conta que "estava enervada" porque Fany optou por fazer a passagem de ano na estância de esqui, perto de casa, e não com ela e pede-lhe desculpa por não ter insistido mais.
"Culpo-me porque deveria ter insistido para que viesses", desabafa, pedindo à amiga que perdeu a vida: "Toma conta de mim, eu devia ter tomado conta de ti".
O corpo da jovem portuguesa foi identificado ao final da manhã de domingo e a família de Fanny recebeu a pior das notícias. Tinham ainda a esperança de que estivesse viva, num hospital, mas a informação das autoridades confirmou a sua morte.
Os pais de Fany têm um pequeno estabelecimento comercial junto à estância de esqui onde, além dela, outras 39 pessoas perderam a vida na noite da passagem de ano.
Fanny terá decidido ir ao bar de Crans-Montana à última hora. Foi o facto de o telemóvel estar desligado e do carro manter-se nas proximidades que fez família e amigos temerem o pior.
Recorde-se que o incêndio no bar Le Constellation, na estância de esqui suíça de Crans-Montana, na noite da passagem de ano, que terá começado com o fogo de artifício colocado em garrafas de espumante, fez 40 mortos e 119 feridos, a maioria em estado grave.
Várias pessoas já vieram, entretanto, dizer que o bar em questão tinha "práticas perigosas", entre as quais uma ex-funcionária.
À BFMTV, Sarah, que além de ex-trabalhadora do Le Constellation era amiga de Cyane, uma cidadã franco-suíça que morreu no incêndio, revelou que os "espetáculos" com as garrafas de espumante no interior do bar eram "comuns", apesar de "pareciam perigosos". O objetivo era "incentivar as pessoas a comprar garrafas de champanhe".
Em Crans-Montana, o ambiente é de consternação. No domingo, realizou-se uma missa e um cortejo fúnebre logo pela manhã.
Durante largos minutos bateram-se palmas aos bombeiros que combateram o incêndio e salvaram mais de uma centena de vidas. Como é possível ver nas imagens, os operacionais estavam visivelmente emocionados. O comandante, inclusive, admitiu aos jornalistas, em lágrimas, que ainda não sabia se teria coragem de voltar ao quartel.
As imagens dos jovens que encontrou feridos e mortos ainda não lhe saíram da cabeça.
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