Portugal pondera envio de ajuda humanitária face a cheias em Moçambique
- 24/01/2026
De acordo com a fonte, uma equipa de reconhecimento da Força da Reação Imediata, composta por quatro elementos - oficiais do Estado-Maior-General das Forças Armadas -, está em Moçambique desde 21 de janeiro, a fazer o reconhecimento das necessidades humanitárias, sobretudo nas províncias de Maputo e Gaza, no sul, as mais afetadas pelas cheias dos últimos 15 dias.
"Está a ser ponderado o envio, nos próximos dias, de meios aéreos com apoio humanitário multissetorial, com bens e equipamentos de primeira necessidade", disse a mesma fonte, sublinhando que se trata de uma resposta às "necessidades comunicadas por Moçambique".
A missão está a decorrer em coordenação com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique e com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, e tem como objetivo identificar necessidades críticas para informar a resposta humanitária em curso.
Portugal já anunciou na última semana 300 mil euros para apoio humanitário imediato em Moçambique, a ser canalizado através de parceiros multilaterais.
Pelo menos 642.122 pessoas foram afetadas desde 07 de janeiro pelas cheias em Moçambique, registando-se ainda 12 mortos, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
De acordo com a base de dados do INGD, até às 15:50 (13:50 de Lisboa) de sexta-feira as cheias afetaram o equivalente a 139.708 famílias, com registo de 2.879 casas parcialmente destruídas, 757 totalmente destruídas e 71.560 inundadas.
Face ao balanço anterior, fechado oito horas antes, o número de pessoas afetadas aumentou em cerca de 35 mil.
Os dados do INGD referem ainda 45 feridos e quatro desaparecidos, numa altura em que centenas de famílias continuam sitiadas, a aguardar resgate, sobretudo no sul de Moçambique.
Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas duas semanas de cheias, já morreram 125 pessoas em Moçambique e 774.828 pessoas foram afetadas, segundo os dados do INGD.
Até 16 de janeiro era referido o total de 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique (que vai de outubro a abril), avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional.
Segundo os dados mais recentes estão atualmente ativos 91 centros de acomodação, com 94.917 pessoas, incluindo 19.254 que tiveram de ser resgatadas.
Prosseguem ações e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique. Estão envolvidos nestas operações, condicionadas pelo estado do tempo, mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul, bem como embarcações privadas e da Marinha de Guerra.
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