Polícia cubana detém novamente dissidente Alina Bárbara López
- 18/02/2026
Alina López encontra-se numa esquadra da cidade juntamente com o também opositor ao regime cubano Leonardo Romero Negrín, sem que até ao momento se conheça o motivo da detenção, segundo confirmou nas redes sociais Cecilia Borroto López, filha da académica, informação que foi confirmada pela agência de notícias espanhola EFE junto da família.
De acordo com o relato de Borroto, a historiadora foi detida pelos agentes quando se dirigia de manhã para o Parque da Liberdade de Matanzas para realizar um protesto, como faz nos dias 18 de cada mês.
No passado dia 30 de janeiro, o Tribunal Municipal Popular de Matanzas comunicou à académica a suspensão sem data do julgamento contra ela, no qual enfrentava uma pena máxima de quatro anos de trabalho corretivo.
A procuradoria imputou-lhe os alegados crimes de desobediência, desacato e atentado durante a sua última detenção, em junho de 2024.
"Eu fui agredida, fui maltratada, fui arrastada para uma valeta,...", afirmou a académica nessa ocasião, em declarações à EFE.
Os factos ocorreram a 18 de junho de 2024, quando López e a também académica e dissidente Jenny Pantoja (para quem é pedida três anos de trabalho corretivo) viajavam num táxi de Matanzas para Havana, a capital cubana, com o objetivo de participar num ato de protesto.
A polícia deteve o veículo e disse-lhes que tinham de sair e entrar num carro da polícia para serem levadas a uma esquadra em Matanzas.
Segundo Alina López, ela questionou sobre a legalidade da detenção e os seus motivos, ao que uma agente da polícia respondeu que eram múltiplos atos de violência.
O Ministério Público, por sua vez, afirmou que foi López quem resistiu e insultou os agentes e que os danos físicos alegados por ambas "não eram reais".
Mais de 220 escritores e artistas subscreveram uma carta aberta na qual denunciavam a "violência policial" com que foram tratadas López e Pantoja.
Entre os signatários estavam o escritor cubano Leonardo Padura, o músico e cantautor argentino Fito Páez e o realizador cubano Fernando Pérez.
A professora universitária López foi detida várias vezes nos últimos anos por realizar protestos simbólicos e, em consequência dessas ações, foi condenada no final de 2023 a pagar uma multa por um crime de desobediência, a qual se recusou a pagar.
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